Lula diz que fim de sanção a Alexandre de Moraes é bom para o Brasil
Presidente transforma decisão americana em celebração e ignora controvérsias jurídicas.
- Foto: Reprodução / SBT
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes nesta sexta-feira (12), em São Paulo, ao comentar a decisão do governo norte-americano de retirar o magistrado e sua esposa, Viviane, da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. A fala, porém, levantou críticas e levantou questionamentos sobre a postura do presidente ao tratar o episódio como “vitória da democracia”, sem mencionar as acusações que motivaram as sanções, entre elas supostas prisões arbitrárias e restrições à liberdade de expressão.
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Durante a inauguração do canal SBT News — evento marcado também pela homenagem aos 95 anos que Silvio Santos completaria — Lula afirmou que a retirada das sanções é “boa para o Brasil”. Ele ainda elogiou O presidente americano Donald Trump, pela decisão. “Transmito de presente para ele [Moraes] o reconhecimento de que não era justo um presidente de outro país punir um ministro da Suprema Corte brasileira só porque estava cumprindo a Constituição”, disse.
A declaração soou como um aceno direto ao magistrado do STF, mas também como uma tentativa de reescrever o contexto das sanções. O governo americano havia incluído Moraes na lista em julho, acusando-o de violar direitos ao autorizar “prisões preventivas arbitrárias” e de suprimir liberdades básicas — acusações que Lula preferiu ignorar no discurso. Para críticos, o presidente tratou o tema como se fosse apenas um mal-entendido diplomático, quando na verdade envolvia denúncias de peso feitas por uma potência estrangeira.
Lula reforçou que outras autoridades ainda deveriam ser retiradas da lista da Lei Magnitsky. “Ainda faltam mais pessoas, porque não é possível admitir que um presidente de um país possa punir autoridades de outro país que estão exercendo a democracia”, afirmou. O raciocínio, no entanto, desconsidera que as sanções se baseiam em avaliações técnicas de violações de direitos humanos, e não em disputas políticas formais entre países.
Alexandre de Moraes também celebrou a revogação, dizendo que “a verdade prevaleceu” e classificando a decisão como “tripla vitória”. A fala seguiu a mesma linha de Lula, sugerindo injustiça, mas sem rebater diretamente as acusações feitas pelo governo americano quando aplicou a punição.
A revogação, porém, acendeu críticas dentro do bolsonarismo — mas desta vez, curiosamente, contra Donald Trump. Parlamentares como Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ) afirmaram que o recuo foi recebido com “pesar” e acusaram o ex-presidente americano de usar a Lei Magnitsky como ferramenta de negociação política. Jordy chegou a dizer que o episódio serve de “lição” para a direita brasileira.
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