Lula é alertado por montadoras que se governo adotar pacote pró-China haverá demissões em massa e corte de investimentos
Empresas afirmam que norma defendida pelo Planalto favorece montadoras chinesas e ameaça cortar R$ 60 bilhões em investimentos e 15 mil empregos no Brasil.
- As principais montadoras do Brasil (Volkswagen, Toyota, GM e Stellantis) alertaram o governo que o incentivo a veículos montados com peças 100% importadas (modelo SKD) pode causar cortes de investimentos e demissões em massa.
- Segundo as empresas, a medida ameaça R$ 60 bilhões em investimentos previstos, anula a criação de 10 mil vagas e pode resultar na demissão imediata de 5 mil trabalhadores, além de afetar negativamente toda a cadeia produtiva nacional.
- As montadoras pedem diálogo urgente com o governo e afirmam que o novo modelo favorece empresas estrangeiras, especialmente chinesas, prejudicando o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos no Brasil.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – As quatro principais montadoras que atuam no Brasil — Volkswagen, Toyota, General Motors e Stellantis — enviaram um alerta direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): caso o governo leve adiante a proposta de incentivar veículos montados com peças 100% importadas, haverá cortes imediatos de investimentos e demissões em massa no setor. A medida, que tem sido interpretada como um “pacote pró-China”, está sendo articulada pela Casa Civil, sob a coordenação do ministro Rui Costa (PT).
Na carta, enviada em 15 de junho de 2025, os executivos das montadoras afirmam que o novo modelo de incentivo, baseado no sistema conhecido como SKD (Semi Knocked Down), representa um risco direto à indústria automotiva nacional. O SKD consiste na montagem de veículos no Brasil a partir de peças e componentes já prontos trazidos do exterior, com pouca ou nenhuma contratação de fornecedores locais. Segundo os dirigentes, o principal beneficiário do novo formato seriam as montadoras chinesas que operam nesse modelo.
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As montadoras brasileiras alertam que, se a medida for adotada, ao menos R$ 60 bilhões em investimentos previstos serão cancelados. Além disso, 10 mil vagas de emprego que seriam criadas deixarão de existir e 5 mil trabalhadores atuais podem ser dispensados.
Investimentos ameaçados
Segundo os dados apresentados no documento, o setor havia anunciado, para os próximos cinco anos, investimentos de cerca de R$ 180 bilhões, dos quais R$ 130 bilhões seriam destinados ao desenvolvimento e produção de novos veículos no Brasil, e outros R$ 50 bilhões ao fortalecimento do parque de autopeças nacional. A nova medida coloca grande parte dessa estratégia em risco.
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“A implantação do SKD como modelo incentivado pelo governo federal desestimula a produção local e compromete toda a cadeia de fornecedores, afetando diretamente a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico nacional”, diz a carta, assinada pelos presidentes Ciro Possobom (Volkswagen), Evandro Maggio (Toyota), Emanuele Cappellano (Stellantis) e Santiago Chamorro (GM).
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Efeito dominó na cadeia produtiva
O setor automotivo lembra ainda que o impacto não se limita às montadoras. Para cada trabalhador dispensado por essas empresas, outros dez podem perder seus postos nas empresas fornecedoras. Ou seja, o efeito dominó pode causar um colapso em toda a cadeia produtiva automotiva, afetando desde grandes fábricas até pequenos negócios.
Fontes do setor avaliam que o pacote favorece empresas estrangeiras que não possuem compromisso com o desenvolvimento local. No caso das montadoras chinesas, por exemplo, grande parte da operação ocorre de forma verticalizada — com componentes produzidos no próprio país de origem e apenas montados no Brasil, o que minimiza a geração de empregos e o desenvolvimento de tecnologia nacional.
Silêncio do Planalto
Apesar do alerta feito pelas montadoras, o Palácio do Planalto ainda não respondeu oficialmente à carta, que também foi enviada ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), atual ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A possível adoção do SKD contradiz o discurso do próprio presidente Lula, que em várias ocasiões defendeu a reindustrialização do Brasil e o fortalecimento da produção nacional como pilares da política econômica de seu governo.
Pedido por diálogo urgente
As montadoras pedem que o governo reavalie a medida e convoque um diálogo urgente com representantes da indústria automotiva antes que a norma seja formalizada. “Queremos contribuir para uma política de modernização da frota e transição energética, mas sem desmontar a indústria brasileira”, disse um dos executivos, sob reserva.
O impasse entre o setor automotivo e o governo pode definir os rumos da indústria nacional nos próximos anos e servirá como termômetro da disposição do Planalto em equilibrar abertura de mercado com proteção ao emprego e ao desenvolvimento local.
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Declaração de Transparência
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