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“Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, diz Rubio

Secretário de Estado americano afirma que governo brasileiro priorizou interesses políticos e responsabiliza Planalto pela nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Por Arquipo Goes

16/07/2026 às 06:25 - Atualizado em 16/07/2026 às 06:27

  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o presidente Lula é responsável por uma tarifa adicional de 25% aplicada a produtos brasileiros, dizendo que o governo não negociou “de boa-fé”.
  • A sobretaxa foi oficializada pelo USTR após uma investigação iniciada em julho de 2025, citando práticas do Brasil que prejudicariam empresas e exportadores americanos (como comércio digital, serviços de pagamento, propriedade intelectual e combate à corrupção).
  • A tarifa passa a valer em 22 de julho, somando-se às alíquotas já existentes (ex.: 5% vira 30%); cargas embarcadas antes da vigência podem ficar isentas se chegarem até 29 de julho.
  • O governo brasileiro reagiu com nota chamando a decisão de “marco lastimável” e disse que vai usar mecanismos da Lei da Reciprocidade Econômica para responder.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS

Notícias do Brasil – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, responsabilizou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A declaração foi publicada nesta quinta-feira (16), um dia após o governo norte-americano oficializar a medida, que passa a valer em 22 de julho.

Em uma publicação na rede social X, Rubio afirmou que o governo brasileiro não negociou “de boa-fé” durante as tratativas conduzidas ao longo do último ano.

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Leia também: Defesa diz que Bolsonaro não sabia de publicação de carta por Flávio e nega descumprimento de decisão do STF

O que disse Marco Rubio?

Na publicação, Rubio atribuiu diretamente ao governo Lula a responsabilidade pelo tarifaço.

“Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé.”

O secretário também criticou a condução da política econômica brasileira.

“Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.”

Por que os Estados Unidos aplicaram a tarifa?

A sobretaxa foi oficializada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), encerrando uma investigação comercial iniciada em julho de 2025.

Segundo o órgão, o Brasil mantém práticas que prejudicam empresas e exportadores americanos em áreas como:

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  • Comércio digital;
  • Serviços de pagamento eletrônico;
  • Tarifas preferenciais;
  • Combate à corrupção;
  • Proteção à propriedade intelectual;
  • Mercado de etanol;
  • Desmatamento ilegal.

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que as negociações realizadas ao longo do último ano não foram suficientes para resolver as divergências, mas disse que Washington continua aberta ao diálogo.

Como fica a nova tarifa?

A partir de 22 de julho, diversos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos passarão a pagar uma sobretaxa adicional de 25%.

Na prática, a cobrança será somada à tarifa já existente. Assim, um produto que atualmente paga 5% de imposto de importação, por exemplo, passará a recolher 30%.

Mercadorias embarcadas antes da entrada em vigor da medida poderão ficar isentas da nova cobrança, desde que cheguem aos Estados Unidos até 29 de julho.

Qual foi a reação do governo brasileiro?

Em nota oficial, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a decisão dos Estados Unidos como um “marco lastimável” nas relações entre os dois países.

O Planalto também informou que pretende utilizar os mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às novas tarifas impostas por Washington.

Experiência Regional

Os Estados Unidos são um dos principais destinos das exportações brasileiras. Setores ligados ao agronegócio, à indústria e ao comércio exterior acompanham os desdobramentos da medida, já que o aumento das tarifas pode elevar custos, reduzir a competitividade de produtos brasileiros e impactar empresas que dependem do mercado norte-americano.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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