Lula promove jantar com ministros do STF em gesto de apoio a Alexandre de Moraes
Encontro no Alvorada ocorre após sanções dos EUA contra ministro por supostas violações de direitos humanos.

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Notícias do Brasil –O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na noite desta quinta-feira (31), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para um jantar no Palácio da Alvorada. O encontro foi um gesto claro de apoio ao ministro Alexandre de Moraes, alvo recente de sanções impostas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky — norma que permite punições a indivíduos acusados de violar direitos humanos.
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Participaram do jantar o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin e o próprio Moraes. Também estiveram presentes o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Todos os 11 ministros da Corte foram convidados.
A medida do governo norte-americano, liderado pelo presidente Donald Trump, foi a segunda sanção dirigida a Moraes em menos de um mês. Além da restrição financeira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia anunciado no último dia 18 a revogação dos vistos do ministro, de familiares e de aliados na Corte.
Em resposta, o presidente Lula divulgou uma nota oficial criticando duramente a decisão dos EUA. “É inaceitável a interferência do governo norte-americano na Justiça brasileira. O Brasil é um país soberano e democrático, que respeita os direitos humanos e a independência entre os Poderes”, afirmou.
As sanções norte-americanas vieram após Moraes instaurar um inquérito contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob suspeita de articular com autoridades norte-americanas retaliações contra ministros do STF e medidas para barrar ações judiciais ligadas à tentativa de golpe de 2023. Eduardo está temporariamente afastado do mandato e passou um período recente nos Estados Unidos, alegando perseguição política.

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