Lula reage ao tarifaço dos EUA e diz que Brasil “não aceita desaforo” de nenhum país
Presidente afirmou que aguardará um posicionamento de Donald Trump antes de comentar detalhadamente as tarifas de 25%.
- Lula afirmou que só vai comentar detalhadamente o “tarifaço” dos EUA após uma manifestação do presidente Donald Trump, defendendo respeito nas relações entre os países.
- Os EUA anunciaram tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras, estimando que cerca de 18% das vendas ao mercado americano (≈ US$ 7,4 bilhões) sejam afetadas, com impactos em produtos como etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, açúcar, papel e químicos.
- O Brasil contesta a justificativa dos EUA e prevê resposta com apoio ao Plano Brasil Soberano e, com cautela, o uso da Lei da Reciprocidade Econômica para contramedidas proporcionais.
- Mesmo sem ser um dos principais exportadores afetados, mudanças no comércio Brasil-EUA podem repercutir na economia e na Zona Franca de Manaus, influenciando investimentos, custos e cadeias de suprimentos.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: PR
Notícias do Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (17) que aguardará uma manifestação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de comentar detalhadamente o novo tarifaço imposto a produtos brasileiros.
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Durante evento no Rio de Janeiro, Lula afirmou que o Brasil responderá às acusações com base em informações oficiais e voltou a defender respeito nas relações entre os países.
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“Eu vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Enquanto ele não falar, eu não falarei porque vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira.”
Ao final do evento, o presidente reforçou o posicionamento do governo brasileiro.
“Esse país precisa estar de cabeça erguida porque não aceitamos que nenhum outro país do mundo faça desaforo para o Brasil. Nós queremos respeito, da mesma forma que vamos respeitar todo mundo.”
Por que os Estados Unidos aplicaram novas tarifas ao Brasil
Na última quarta-feira (15), o governo dos Estados Unidos anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações brasileiras após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Segundo o governo norte-americano, a medida foi motivada por supostas práticas comerciais consideradas desleais.
O governo brasileiro contesta esse entendimento, afirma que não há justificativa técnica para a decisão e considera que a medida possui motivação política.
Quais produtos brasileiros serão afetados
A estimativa do governo federal é que aproximadamente 18% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos sejam atingidas pela nova tarifa, o equivalente a cerca de US$ 7,4 bilhões.
Entre os principais produtos afetados estão:
- Etanol;
- Máquinas agrícolas;
- Calçados;
- Vestuário;
- Açúcar;
- Papel;
- Produtos químicos.
Ao mesmo tempo, cerca de 2 mil produtos brasileiros ficaram fora da nova lista de taxação.
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Como o governo brasileiro pretende responder
Após a confirmação das tarifas, o Palácio do Planalto anunciou o reforço do Plano Brasil Soberano, criado para apoiar empresas prejudicadas pelas medidas comerciais dos Estados Unidos.
Além disso, o governo iniciou os procedimentos para aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, que permite ao Brasil adotar contramedidas proporcionais contra países que imponham barreiras consideradas injustificadas.
Apesar disso, integrantes da equipe econômica afirmam que a aplicação da lei será feita com cautela para evitar impactos negativos sobre a economia brasileira.
O que é a Lei da Reciprocidade
A Lei da Reciprocidade autoriza o governo brasileiro a responder a medidas comerciais unilaterais adotadas por outros países quando houver prejuízo aos interesses nacionais.
Entre as possibilidades previstas estão:
- Aplicação de medidas comerciais equivalentes;
- Restrição a produtos ou serviços;
- Abertura de disputas em organismos internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Segundo o governo, o objetivo é proteger empresas brasileiras sem ampliar os impactos econômicos internos.
Qual pode ser o impacto para o Amazonas
Embora o Amazonas não esteja entre os maiores exportadores dos produtos diretamente atingidos, qualquer mudança nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar reflexos na economia nacional e na indústria instalada na Zona Franca de Manaus.
Especialistas destacam que alterações nas tarifas internacionais podem influenciar investimentos, custos de produção, cadeias de suprimentos e o desempenho das exportações brasileiras, tornando o acompanhamento das negociações importante para empresas e trabalhadores do setor produtivo.
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Declaração de Transparência
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