Lula veta benefícios extras e impede supersalários no Congresso e TCU
Os projetos aprovados pelo Congresso previam reajuste de aproximadamente 9% para servidores da Câmara dos Deputados, senado e TCU.
- Foto: Agência Brasil
Resumo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente projetos que criavam benefícios extras para servidores da Câmara, do Senado e do TCU. A decisão impede que remunerações ultrapassem o teto constitucional do funcionalismo, hoje equivalente ao salário de ministro do STF.
Notícias do Brasil – Os projetos aprovados pelo Congresso previam reajuste salarial de aproximadamente 9% para servidores da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Tribunal de Contas da União.
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Além do aumento, os textos incluíam verbas indenizatórias e compensações financeiras que poderiam elevar os vencimentos mensais para além de R$ 80 mil. Esses pagamentos adicionais, conhecidos como “penduricalhos”, não entram no cálculo do teto constitucional.
Atualmente, o limite do funcionalismo está fixado em R$ 46.366,19, valor equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Licença compensatória foi um dos pontos barrados
Entre os trechos vetados está a chamada licença compensatória para servidores em cargos comissionados. A medida previa folgas como compensação por trabalho realizado em fins de semana e feriados.
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Caso a licença não fosse usufruída, o servidor poderia converter o benefício em pagamento em dinheiro, sem incidência de imposto de renda — mecanismo que, na prática, permitiria elevar os rendimentos totais acima do teto.
Reajustes futuros também foram suspensos
Outro ponto vetado foi o escalonamento de reajustes programados para 2027, 2028 e 2029. A justificativa do governo se apoia na Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe a criação de despesas obrigatórias sem previsão de execução dentro do mandato vigente.
A avaliação é que a medida poderia gerar impacto prolongado nas contas públicas.
Congresso ainda pode reverter decisão
Com o veto parcial, o texto retorna ao Congresso Nacional, que pode decidir pela manutenção ou derrubada da decisão presidencial. No entanto, lideranças políticas avaliam que uma eventual reversão pode gerar desgaste diante da repercussão pública negativa em torno de supersalários.
O episódio reacende o debate sobre controle fiscal, teto remuneratório e pressão por benefícios no serviço público federal.
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