Malafaia critica Alexandre de Moraes em ato pró-anistia: “Covarde, mentiroso e manipulador”
Malafaia também direcionou críticas ao conjunto dos ministros da Suprema Corte.
- Durante ato pela anistia na Avenida Paulista, o pastor Silas Malafaia criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes e o STF, acusando o ministro de transformar a Corte em um “Tribunal da injustiça” e de perseguir Bolsonaro e aliados.
- A manifestação, organizada por Malafaia e Jair Bolsonaro, teve como pauta principal a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023; Malafaia alertou sobre possíveis reações populares caso Bolsonaro seja preso.
- O evento intensificou a narrativa de perseguição política entre bolsonaristas e o STF, alimentando a polarização e mobilizando a base de Bolsonaro diante do avanço das investigações e do cenário pré-eleitoral de 2026.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: Reprodução/Redes Sociais
Notícias do Brasil – Em um discurso durante o ato pela anistia realizado neste domingo (6) na Avenida Paulista, o pastor Silas Malafaia — um dos organizadores da manifestação ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — dirigiu duras críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e questionou a atuação da Corte.
A manifestação teve como uma das principais pautas a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. Além de Bolsonaro, outros aliados políticos e lideranças religiosas participaram do ato.
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Durante sua fala, Malafaia acusou Moraes de estar “levando o STF a ser o Supremo Tribunal da injustiça” e o chamou de “covarde, cínico, mentiroso e manipulador”. As declarações fazem referência ao voto do ministro que tornou Bolsonaro e outros oito aliados réus em uma investigação sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado.
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“Quando recebeu a denúncia, a palavra de Alexandre de Moraes no STF é um deboche, escárnio, ele diz ‘tão dizendo que o que aconteceu no dia 8 era coisa de velhinhas com a Bíblia na mão ou de velhinhas que estavam passeando num dia ensolarado em Brasília’: covarde, cínico, mentiroso e manipulador”, afirmou o pastor sobre o voto do magistrado no julgamento que tornou Bolsonaro e mais sete aliados réus no processo que investiga uma suposta trama golpista.
Críticas diretas ao STF e alerta sobre prisão de Bolsonaro
Malafaia também direcionou críticas ao conjunto dos ministros da Suprema Corte. “Senhores ministros do STF, até quando vocês vão respaldar o ditador da toga Alexandre de Moraes?”, questionou, em tom de desafio. Para ele, a atuação do ministro compromete a imagem da Corte, que estaria, segundo suas palavras, se tornando um instrumento de “politicagem barata”.
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O pastor ainda fez um alerta sobre uma possível prisão de Bolsonaro. “Se os senhores pensam que vão prender Bolsonaro, eu sou de paz, olha onde os senhores vão querer levar o Brasil”, afirmou, sugerindo que tal decisão poderia gerar reações populares.
Contexto político e tensões institucionais
O discurso de Malafaia ocorre em meio ao acirramento das tensões entre setores bolsonaristas e o STF, especialmente após a decisão que incluiu Bolsonaro como réu em processos ligados à tentativa de subversão da ordem democrática. Moraes é relator das investigações e tem sido alvo recorrente de críticas de aliados do ex-presidente.
A manifestação deste domingo reforça a narrativa de perseguição política sustentada por Bolsonaro e seus apoiadores. A presença do ex-presidente no evento é vista por analistas como uma tentativa de mobilizar sua base e pressionar as instituições diante do avanço das investigações.
Reações esperadas
Até o momento, o STF não respondeu publicamente às declarações feitas por Malafaia. Parlamentares da oposição ao governo Lula demonstraram apoio ao ministro Moraes nas redes sociais, enquanto aliados de Bolsonaro defenderam o direito à liberdade de expressão e à crítica pública às instituições.
A expectativa é de que o discurso do pastor e o tom adotado no ato sirvam como combustível para a polarização política nos próximos meses, especialmente com o calendário eleitoral de 2026 já no radar de diferentes forças políticas.
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