-

- Foto: Reprodução
Resumo
O influenciador Pablo Marçal afirmou que a transferência de R$ 4,4 milhões ao funkeiro MC Ryan SP foi parte do pagamento por um imóvel. O valor foi citado pela Polícia Federal em investigação que levou à prisão do artista por suspeita de envolvimento com esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.
Notícias do Brasil – O influenciador Pablo Marçal declarou, por meio de sua defesa, que a transferência de R$ 4,4 milhões feita ao funkeiro MC Ryan SP corresponde ao pagamento pela aquisição de um imóvel localizado em condomínio na cidade de Mogi das Cruzes.
Segundo o advogado, a negociação total teria alcançado cerca de R$ 7,3 milhões, incluindo também a permuta de bens como um veículo e outro imóvel.
Valor entrou na mira da Polícia Federal
A quantia foi mencionada pela Polícia Federal na investigação que resultou na operação “Narco Fluxo”, responsável pela prisão do artista. As autoridades apontam que o valor transferido por Marçal foi o maior recebido por Ryan no período analisado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A transação foi realizada por meio da empresa R66 Air Ltda, ligada ao influenciador.
Defesa diz que negócio foi legal e registrado
Em nota, a defesa de Pablo Marçal afirmou que a compra do imóvel seguiu todos os procedimentos legais, incluindo registro em cartório e cumprimento de exigências de compliance.
“Trata-se de uma transação imobiliária devidamente documentada e registrada nos órgãos competentes”, destacou o advogado.
Investigação levanta outras hipóteses
No documento enviado à Justiça, investigadores também consideram a possibilidade de que o valor movimentado esteja relacionado à negociação de um helicóptero modelo Robinson R66 Turbine, hipótese que ainda é analisada.
MC Ryan é apontado como líder de esquema
De acordo com a investigação, MC Ryan SP seria um dos principais beneficiários de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital.
As autoridades afirmam que o artista utilizava empresas e sua visibilidade nas redes sociais para misturar receitas legais com recursos ilícitos, incluindo valores provenientes de apostas ilegais e rifas digitais.
Cantor já havia negado ligação política
Durante as eleições de 2024, o funkeiro chegou a negar apoio público a Pablo Marçal, após a circulação de vídeos nas redes sociais sugerindo proximidade entre os dois.
Na ocasião, ele afirmou que o conteúdo era antigo e que não apoiava nenhum candidato.