Mauro Cid deixa prisão após decisão do ministro Alexandre de Moraes
Ministro do STF também determinou a manutenção da “integralidade” do acordo de delação premiada de Cid.
- Foto: FREDERICO BRASIL/THENEWS2
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi libertado da prisão e voltou para casa nessa sexta-feira (3), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão do ministro foi proferida após análise dos termos do acordo de delação premiada firmado por Cid.
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O ministro Moraes também determinou a manutenção da “integralidade” do acordo de delação premiada de Cid, validando todos os benefícios estabelecidos no pacto. “Foram reafirmadas a regularidade, legalidade, adequação dos benefícios pactuados e dos resultados da colaboração à exigência legal e a voluntariedade da manifestação de vontade”, escreveu Moraes em seu despacho, ratificando as manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa de Cid.
Cid foi preso no início de setembro sob a acusação de embaraçar as investigações em relação a gravações vazadas pela revista Veja, que continham críticas à condução de sua delação premiada pela Polícia Federal. As gravações motivaram a decretação de prisão preventiva contra ele, sob o argumento de violação do sigilo do acordo e interferência no processo investigativo. Após sua prisão, Cid prestou novos depoimentos à PGR com informações complementares sobre o conteúdo dos áudios divulgados.
Com base nessa colaboração, a PGR recomendou a concessão de liberdade provisória a Cid, desde que ele mantenha o compromisso com as medidas cautelares impostas pelo STF.
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