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Médica esquece gaze e toalha dentro de paciente após cirurgia

Paciente ficou dois meses com objetos no corpo após cesariana; caso ocorreu em 2012.

  • Por AM POST

  • 01/12/2022 às 16:06

  • Leitura em dois minutos

Uma mulher deverá receber indenização de R$ 40 mil por ter ficado com gazes e toalhas dentro do corpo após uma cesárea em um hospital de João Monlevade (MG). O caso ocorreu em 2012, mas apenas nesta semana Justiça de Minas Gerais divulgou a decisão da segunda instância sobre o caso.

O julgamento foi realizado na 13ª Câmara Cível do TJMG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais) pelos desembargadores Rogério Medeiros e José de Carvalho Barbosa. Os magistrados determinaram que a paciente deverá receber R$ 30 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos devido à negligência médica.

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Além da indenização, ela receberá de volta os custos com honorários, que serão pagos pela médica responsável pela cirurgia e pelo hospital — as identificações dos envolvidos no processo não foram divulgadas.

De acordo com a ação, a paciente havia engravidado do terceiro filho quando procurou atendimento médico na unidade de saúde. Ela enfrentou uma gestação complicada, que exigia acompanhamento semanal. Em setembro de 2012, a criança nasceu após uma cesariana, que também teve complicações, incluindo hemorragia.

Após a cirurgia, a mulher foi levada para um quarto da maternidade, onde continuou sentindo fortes dores abdominais do lado esquerdo do corpo.

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Ela recebeu alta hospitalar, mas as dores ficavam cada vez mais fortes até que, em determinado momento, a mulher notou um “calombo” no corpo. Devido à situação, ela afirmou que precisou de ajuda de terceiros para realizar tarefas básicas do cotidiano.

Dois meses depois, em novembro, ela foi a outro hospital para verificar a situação. A paciente realizou exames que constataram objetos estranhos dentro de seu abdômen. Ao realizar uma cirurgia de emergência, os médicos encontraram uma gaze, toalhas e restos de placenta.

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O caso foi julgado na segunda instância no dia 23 de novembro deste ano e a decisão divulgada ontem pelo TJMG.

Como as partes do processo não foram identificadas, o UOL não conseguiu localizar os defensores legais dos envolvidos.

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Fonte: UOL

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