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Médico acusado de matar esposa envenenada diz que mãe agiu sozinha no crime

Defesa afirma que Elisabete Arrabaça é a única responsável pela morte de Larissa Rodrigues.

Por Hugo Guimarães

05/07/2025 às 08:46 - Atualizado em 05/08/2025 às 14:26

  • O médico Luiz Antonio Garnica e sua mãe, Elisabete Arrabaça, foram denunciados por feminicídio qualificado após a morte por envenenamento de Larissa Rodrigues, esposa de Luiz, em Ribeirão Preto (SP); ambos alegam inocência e atribuem responsabilidade um ao outro.
  • Investigações indicam motivação financeira, premeditação e uso do veneno “chumbinho” administrado ao longo de cerca de 10 dias, com laudos toxicológicos confirmando envenenamento e histórico de buscas sobre o veneno por parte de Elisabete.
  • Elisabete também é suspeita de ter envenenado a própria filha, Nathalia Garnica, em um caso semelhante, e enfrenta acusações agravadas pelo motivo torpe, uso de veneno e impedimento de defesa da vítima; o caso tem grande repercussão local e destaca questões de violência doméstica e manipulação familiar.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Foto: Reprodução

Notícias do Brasil – O médico Luiz Antonio Garnica, de 38 anos, acusado de matar a esposa, a professora de pilates Larissa Rodrigues, de 37, em março deste ano, afirmou por meio de sua defesa que não teve participação no crime. Segundo nota enviada ao Metrópoles, a responsabilidade seria exclusivamente da mãe dele, Elisabete Arrabaça, de 67 anos, que também está presa preventivamente. O caso, que aconteceu em Ribeirão Preto (SP), é investigado como feminicídio.

A promotoria, no entanto, sustenta que mãe e filho agiram em conjunto, movidos por interesses financeiros. Larissa foi encontrada morta em 22 de março no apartamento em que vivia com Garnica. Um laudo toxicológico apontou a presença de “chumbinho”, veneno de uso proibido, no corpo da vítima. Inicialmente, o caso foi tratado como morte suspeita, mas a investigação avançou após novos exames confirmarem o envenenamento.

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A defesa do médico alega que Elisabete teria agido sozinha, motivada por questões patrimoniais, e que Luiz é inocente. “Ficou demonstrada a autoria exclusiva do crime por sua genitora, sem qualquer participação sua”, diz a nota. A equipe jurídica informou ainda que recorrerá da prisão preventiva por meio de habeas corpus.

Leia mais: Sogra é acusada de envenenar nora por dez dias antes da morte

De acordo com o boletim de ocorrência, Garnica relatou que encontrou Larissa desmaiada no banheiro e tentou reanimá-la, sem sucesso. Em seguida, acionou o Samu, que confirmou a morte no local. Laudos iniciais foram inconclusivos, mas um exame posterior confirmou a presença de veneno. A investigação apontou sinais de premeditação.

Segundo o Ministério Público, o médico vivia um relacionamento extraconjugal e, ao ser confrontado por Larissa, ela teria decidido se divorciar. A separação colocaria em risco a estabilidade financeira do casal, pois haveria divisão de bens e Garnica também mantinha despesas com a amante.

Dois dias após a morte da esposa, o médico acessou a conta bancária dela e pagou o IPVA do veículo. Também buscou informações sobre seguros, extratos e financiamentos em nome da professora. Em 26 de março, ele comunicou o falecimento à Caixa Econômica Federal, tentando usar o seguro de vida de Larissa para quitar parte do financiamento do apartamento.

As investigações indicam que Elisabete passou a visitar com frequência o casal, sempre levando alimentos. A suspeita é que ela tenha iniciado o envenenamento da nora em pequenas doses, ao longo de cerca de 10 dias. Em 21 de março, um dia antes da morte, Larissa avisou ao marido que procuraria um advogado para oficializar o divórcio. Pouco depois, ele teria ligado para a mãe.

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Naquela noite, Elisabete teria ido ao apartamento e, segundo a acusação, administrado a dose fatal do veneno. No dia seguinte, Larissa foi encontrada morta. Buscas no histórico de navegação da sogra revelaram que ela pesquisou sobre os efeitos do “chumbinho” dias antes do crime, o que reforça a tese de premeditação.

Outra morte suspeita na família

A mãe do médico também é investigada por outro possível homicídio. Em fevereiro, Nathalia Garnica, filha de Elisabete e irmã de Luiz, morreu em Pontal (SP), sob circunstâncias inicialmente tratadas como naturais. Com o avanço da apuração do caso Larissa, a polícia pediu a exumação do corpo de Nathalia. Exames toxicológicos também apontaram envenenamento por “chumbinho”.

Para o Ministério Público, os dois crimes estão relacionados. “Ela fez isso com a filha e, ao perceber que não houve suspeita, decidiu repetir o método”, afirmou o promotor Marcus Túlio Alves Nicolino. A motivação, novamente, seria patrimonial, já que Nathalia não era casada e não tinha filhos, e parte de seus bens ficaria com a mãe.

Além disso, foi constatado que Elisabete acumulava dívidas de mais de R$ 320 mil, o que pode ter levado à tentativa de resolver a crise financeira com os bens das vítimas.

Acusações e defesa

Luiz Garnica e Elisabete Arrabaça foram denunciados por feminicídio qualificado, com três agravantes: motivo torpe, uso de veneno e impedimento de defesa da vítima. O médico também é acusado de fraude processual, por supostamente alterar a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia.

A defesa de Elisabete contesta a prisão e nega que existam elementos suficientes que justifiquem a detenção preventiva. O advogado dela afirma que a medida é “ilegal” e representa “antecipação de pena”.

Enquanto o caso avança na Justiça, a repercussão do crime continua a chocar a população de Ribeirão Preto e alimentar debates sobre violência doméstica, feminicídio e manipulação familiar.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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