Mendonça diz que custou a acreditar em suicídio de Sicário sob custódia da PF
Ministro do STF afirmou que chegou a suspeitar de possível queima de arquivo, mas destacou que investigações apontam para ato voluntário

Ministro André Mendonça, do STF Foto: Rosinei Coutinho/STF
Resumo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que teve dificuldades para acreditar que a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, tenha sido um suicídio. Segundo o magistrado, houve suspeitas iniciais de uma possível “queima de arquivo”, mas as investigações conduzidas pela Polícia Federal indicam que a morte ocorreu por ato voluntário.
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Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, declarou que chegou a duvidar da versão de suicídio na morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário. O caso ocorreu em março deste ano, quando ele tirou a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Minas Gerais.
A declaração foi feita durante análise relacionada à Operação Compliance Zero, investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro.
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Suspeita inicial de queima de arquivo
Segundo Mendonça, a morte causou forte impacto entre os envolvidos no caso e levou as autoridades a considerarem outras hipóteses além do suicídio.
O ministro afirmou que chegou a assistir às imagens do ocorrido e classificou a cena como difícil e chocante. Diante das circunstâncias, foi determinada uma apuração para verificar a possibilidade de uma eventual queima de arquivo ou interferência externa.
Apesar das suspeitas iniciais, Mendonça destacou que os elementos reunidos até o momento apontam para um ato voluntário.
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Investigação aponta para suicídio
De acordo com o ministro, as informações levantadas pela Polícia Federal não identificaram indícios que sustentem a participação de terceiros na morte de Sicário.
Embora a motivação exata não tenha sido esclarecida, os investigadores concluíram que não há evidências de homicídio ou de qualquer ação destinada a eliminar provas relacionadas à investigação.
Relação com o caso Banco Master
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão era apontado pelas investigações como colaborador do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Segundo documentos obtidos durante a Operação Compliance Zero, Sicário teria atuado na obtenção de informações sigilosas e em ações destinadas a intimidar pessoas consideradas adversárias do empresário.
Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam pedidos para levantamento de dados pessoais e monitoramento de funcionários e ex-funcionários ligados ao grupo empresarial.
Caso segue em investigação
A Operação Compliance Zero continua em andamento e apura supostas práticas ilegais envolvendo coleta de informações, intimidação e outros possíveis crimes relacionados ao núcleo investigado.
As autoridades seguem analisando documentos, mensagens e demais provas reunidas ao longo da investigação.
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