Mercúrio do garimpo causa danos neurológicos e doença é investigada
Segundo a instituição Mapbiomas, 92% do garimpo no Brasil está na Amazônia.
- (Foto: Agência Brasil)
Notícias do Brasil – A crise sanitária que atinge a terras indígenas ganhou destaque nos últimos anos, relacionada ao avanço do garimpo ilegal, que tem levado fome, desnutrição, doenças infecciosas e a contaminação por mercúrio para essa população.
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A doença de Minamata, condição neurológica crônica causada por envenenamento por mercúrio entre populações indígenas, será investigada na Amazônia.
A Escola Nacional de Saúde Pública, Ensp/Fiocruz, e o Centro de Pesquisa em Saúde Global da Universidade de Estudos Estrangeiros da China vão estabelecer um acordo de cooperação para o enfrentamento da doença.
A contaminação é problema grave causado na região amazônica pela alta concentração do mercúrio em peixes consumidos por pessoas que vivem na região. Segundo a Frente de Povos Indígenas, Jorge Dantas, o garimpo é a principal responsável.
Com a parceria, estão previstas a captação de recursos financeiros e de infraestrutura local para a mitigação e a reparação de danos sofridos pelos povos indígenas; trabalho de campo com populações originárias na Amazônia Legal. A pesquisa será coordenada por médicos sanitaristas, da Fiocruz.
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A cooperação prevê, ainda, o desenvolvimento de projetos de investigação em saúde; o intercâmbio acadêmico de pesquisadores e estudantes, a troca de informação e documentação técnica em saúde; a organização de seminários ou conferências; e publicações científicas. A previsão é de que o Memorando de Entendimento para a cooperação seja assinado em agosto.
A prática do garimpo ilegal em terras indígenas é crime previsto na legislação ambiental e na Lei nº 8.176/91. A atividade garimpeira compromete a qualidade da água nos territórios indígenas, além de apresentar inúmeros danos à saúde desses povos, especialmente em período de escassez hídrica.
Segundo a instituição Mapbiomas, 92% do garimpo no Brasil está na Amazônia. As Terras Indígenas que mais sofrem com a atividade predatória são Kayapó, Munduruku e Yanomami.
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