Michelle diz que foi desrespeitada e ‘apunhalada’ por Flávio Bolsonaro: ‘Entendi que não queria meu apoio’
Ex-primeira-dama expõe divergência interna no Partido Liberal e amplia crise envolvendo alianças políticas no Ceará.
- Foto: Redes Sociais
Resumo
Michelle Bolsonaro afirmou ter sido desrespeitada pelo senador Flávio Bolsonaro durante uma conversa sobre os rumos do PL no Ceará. O episódio foi revelado em vídeo publicado nas redes sociais e expõe divergências dentro do grupo bolsonarista sobre alianças para as eleições estaduais. A declaração amplia a tensão política dentro do Partido Liberal e evidencia disputas por influência nas decisões da legenda.
Notícias do Brasil – Uma declaração pública da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro colocou em evidência um novo foco de tensão dentro do Partido Liberal (PL). Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (24), Michelle relatou um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando ter sido tratada de forma desrespeitosa durante uma conversa relacionada às articulações eleitorais do partido no Ceará.
Leia mais: Sérgio Kruke reage à nota de Maria do Carmo: “Não aceitaremos ser ameaçados ou forçados a apoiar A ou B”
PUBLICIDADE
Segundo Michelle, o conflito teve origem após ela se posicionar contra uma possível aproximação entre lideranças do PL cearense e o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes nas eleições estaduais. A ex-primeira-dama defende que o campo conservador apoie a pré-candidatura do senador Eduardo Girão ao governo do Ceará.
Em vídeo, Michelle acusa o enteado Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, de tê-la maltratado por telefone após ela se opor à aliança do partido com Ciro Gomes no Ceará:
“Ele foi muito ríspido. Me desrespeitou. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia… pic.twitter.com/OGaSWIWZnZ
— Eixo Político (@eixopolitico) June 24, 2026
O que aconteceu entre Michelle e Flávio Bolsonaro
No vídeo, Michelle afirmou que procurou dialogar sobre o tema, mas disse ter recebido uma resposta dura do senador. “Ele retornou a ligação. Mas, sinceramente, para dizer o que me disse, teria sido melhor que não tivesse ligado. Foi muito ríspido, me desrespeitou e me tratou mal ao telefone”, declarou.
Ainda de acordo com seu relato, Flávio Bolsonaro teria afirmado que ela deveria se afastar das decisões partidárias e questionado sua experiência política.
“Disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”, afirmou a ex-primeira-dama. As declarações rapidamente repercutiram entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e nos bastidores da direita nacional, uma vez que envolvem dois dos nomes mais influentes do grupo político.
Divergência sobre o Ceará
A discussão gira em torno da estratégia eleitoral do PL para a disputa estadual cearense. Michelle tem defendido publicamente a candidatura de Eduardo Girão, senador alinhado às pautas conservadoras e próximo ao eleitorado bolsonarista. Por outro lado, setores da legenda discutem a possibilidade de construir uma composição mais ampla envolvendo Ciro Gomes.
Para a ex-primeira-dama, a aproximação com Ciro representaria uma contradição política. Ela argumenta que o ex-ministro foi um dos principais críticos de Jair Bolsonaro ao longo dos últimos anos e considera incoerente uma aliança entre grupos que estiveram em campos políticos opostos durante os embates nacionais recentes.
PUBLICIDADE
Michelle critica reação de aliados de Bolsonaro
Outro ponto destacado por Michelle foi a reação dos filhos do ex-presidente após suas críticas à possível aliança. Segundo ela, houve uma atuação coordenada para responder às suas manifestações públicas. “Os irmãos se uniram, de forma coordenada, com textos muito parecidos entre si. Parecia combinado, premeditado”, afirmou.
A declaração chama atenção porque expõe divergências que até então costumavam permanecer restritas aos bastidores do grupo bolsonarista.
Durante o vídeo, Michelle também rebateu questionamentos sobre sua atuação política. Ela citou o trabalho desenvolvido à frente do PL Mulher, estrutura partidária voltada ao fortalecimento da participação feminina na política. “Sou presidente nacional do PL Mulher. Viajei o Brasil inteiro, montei diretorias nos 27 estados e no Distrito Federal, ajudei a eleger 1.005 mulheres em 2024”, declarou.
Nos últimos anos, Michelle ampliou sua presença no cenário político nacional e passou a ser considerada uma das principais lideranças do eleitorado conservador feminino.
Impacto para o PL e para o bolsonarismo
O episódio ocorre em um momento de reorganização interna da direita para as eleições de 2026 e revela que as divergências estratégicas dentro do PL não estão restritas às lideranças regionais. Especialistas em política avaliam que disputas sobre alianças estaduais podem influenciar diretamente a construção de palanques e acordos para futuras eleições nacionais.
Além disso, a manifestação pública de Michelle reforça sua crescente influência dentro do partido e demonstra que ela busca participar ativamente das decisões estratégicas da legenda. Embora a divergência esteja concentrada no cenário político do Ceará, a repercussão nacional do episódio pode gerar novos debates internos sobre os rumos do PL e a definição de alianças regionais.
O caso também evidencia a importância crescente das redes sociais como instrumento de comunicação política e espaço para manifestações que antes ocorreriam apenas nos bastidores partidários.
Enquanto o partido busca construir unidade para os próximos desafios eleitorais, o episódio mostra que a disputa por espaço e influência dentro do campo conservador continua sendo um dos principais temas da política brasileira.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






