Ministério Público dá parecer contrário à progressão de Cristian Cravinhos para o regime aberto
Cristian Cravinhos foi preso em 2002 e condenado em 2006 pelas mortes dos pais da ex-cunhada Suzane Von Richthofen.

Foto: Reprodução
Nesta terça-feira, 13 de agosto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) emitiu um parecer contrário à progressão de Cristian Cravinhos, 48 anos, para o regime aberto. O condenado, envolvido no assassinato dos pais de Suzane von Richthofen em 2002, foi sentenciado a 38 anos e 6 meses de prisão junto com seu irmão, Daniel Cravinhos, e a ex-cunhada, Suzane.
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A manifestação do promotor de Justiça Alexandre Mafetano, da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Taubaté, aponta que o histórico de faltas disciplinares de Cristian, incluindo duas infrações graves e uma média, é um obstáculo para sua mudança de regime. “As faltas existentes no histórico de Cristian deixam dúvidas no que diz respeito à sua aptidão para experimentar o regime aberto, bem como sobre a sua consciência social e moral”, escreveu Mafetano, enfatizando a necessidade de amadurecimento e de uma maior conscientização sobre a gravidade dos atos cometidos por Cravinhos.
Além das faltas disciplinares, o promotor ressaltou a gravidade dos crimes cometidos por Cristian, incluindo homicídio qualificado e corrupção ativa. Ele também destacou que a passagem anterior de Cravinhos para o regime aberto, em 2017, não foi tranquila, resultando em um novo crime que o trouxe de volta ao regime fechado.
Cristian Cravinhos, que foi preso em 2002 e condenado em 2006, continua cumprindo sua pena em regime semiaberto, com previsão de término em 2041. Enquanto Suzane e Daniel já progrediram para o regime aberto, Cristian enfrenta resistência do Ministério Público para alcançar o mesmo benefício.
Em maio deste ano, o MPSP solicitou um exame criminológico para avaliar a aptidão de Cristian para o regime aberto, argumentando que a boa conduta carcerária não era suficiente para determinar sua reintegração à sociedade. O laudo do exame, emitido no início deste mês, trouxe aspectos favoráveis à progressão, apontando a ausência de distúrbios psicopatológicos e sinais de periculosidade. Cristian relatou que faz tratamento psiquiátrico para insônia e que sofreu crises de claustrofobia em 2018.
Caso a Justiça acolha o parecer do Ministério Público, Cristian Cravinhos continuará no regime semiaberto. Se a decisão for contrária, ele poderá ser submetido a um teste de Rorschach para uma avaliação psicológica mais detalhada antes de qualquer mudança de regime.
Redação AM POST
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