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Ministro Barroso diz em Davos que Brasil pode perder a soberania no Amazonas para o crime organizado

Presidente do STF destaca que além do tráfico de drogas e milícias, existe também a preocupação com a criminalidade ambiental.

  • Por AM POST

  • 17/01/2024 às 11:22

  • Atualizado em 17/01/2024 às 17:08

  • Leitura em três minutos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, alerta para o risco de perda da soberania da Amazônia para o crime organizado. A fala dele ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, em que destacou a importância de se trabalhar a agenda de segurança pública no Brasil.

Segundo Barroso, a questão não se restringe apenas ao Rio de Janeiro, sendo um problema que afeta todo o país. O ministro ressalta que o Rio de Janeiro, apesar de sua maior visibilidade devido à presença do tráfico e milícias, não está necessariamente na pior situação quando se trata de segurança pública.

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“Mais recentemente, as minhas preocupações também se voltaram para a Amazônia. O Brasil corre risco de perder a soberania da Amazônia, não para outros países, mas para o crime organizado”, disse.

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O ministro destaca que além do tráfico de drogas e milícias, existe também a preocupação com a criminalidade ambiental. A extração ilegal de madeira, a mineração ilegal, a grilagem de terras e as queimadas têm contribuído para a insegurança no país. Além disso, a Amazônia tem se tornado rota do tráfico de drogas, o que aumenta ainda mais a necessidade de medidas efetivas.

O ministro enfatiza a importância de uma política de segurança pública mais abrangente, que vá além da repressão ao tráfico e considere as questões sociais que permeiam as comunidades pobres. Ele ressalta que a solução para o problema das drogas não deve se limitar à repressão ou à legalização, mas sim a uma abordagem que busque diminuir o poder do tráfico sobre as comunidades.

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Barroso argumenta que o maior desafio enfrentado atualmente é o domínio exercido pelo tráfico de drogas sobre as comunidades pobres do Brasil. Ele enfatiza que o foco das políticas públicas deve ser justamente a diminuição desse poder, que impede o desenvolvimento e a segurança dessas comunidades.

O ministro ressalta que é necessário olhar para além dos modelos adotados em outros países, pois cada realidade tem suas particularidades. Ele destaca que, enquanto em outros lugares a preocupação está voltada para o usuário de drogas, no Brasil a maior preocupação é o poder exercido pelo tráfico sobre as comunidades. Portanto, é necessário buscar soluções específicas para a realidade brasileira.

Barroso defende que é preciso enfrentar a questão das drogas com ousadia, reconhecendo que o atual modelo não tem surtido o efeito desejado. Ele destaca que não importa qual caminho seja escolhido, se repressão ou legalização, é preciso ter em mente que é necessário mudar a abordagem.

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