Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, nega reuniões extraoficiais e favorecimento a empresa dos irmãos Batista
Empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista foi beneficiada por medida provisória do governo.
- O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou ter tido encontros não oficiais com Marcelo Zanatta, CEO da Âmbar Energia, após reportagens indicarem múltiplas reuniões antes de uma medida provisória que beneficiou a empresa.
- A medida provisória favoreceu a Âmbar Energia, que recentemente comprou 13 usinas termelétricas da Eletrobras, envolvendo uma dívida bilionária da Amazonas Energia, em uma transação de R$ 4,7 bilhões.
- Silveira classificou as críticas como “choro de perdedor” e negou que a MP tenha sido criada para beneficiar a Âmbar, enquanto a controvérsia levantou questionamentos sobre transparência e possível conflito de interesses no governo Lula.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- AGU pede ao Ministério da Minas e Energia suspensão de acordo com empresa dos irmãos Batista-Foto: reprodução
O ministro de Minas e Energia do governo Lula, Alexandre Silveira, refutou nesta sexta-feira, 12, as alegações de encontros não oficiais com Marcelo Zanatta, CEO da Âmbar Energia. A empresa, pertencente ao grupo J&F dos irmãos Joesley e Wesley Batista, teria sido favorecida por uma medida provisória (MP) direcionada à distribuidora Amazonas Energia.
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A negativa de Silveira veio após reportagens dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo revelarem que executivos da Âmbar Energia foram recebidos antes da edição de uma MP que beneficiou negócios recentes do grupo. Segundo as reportagens, a empresa teve 17 reuniões no ministério antes de receber o benefício do governo Lula.
Medidas Provisórias (MPs) são normas com força de lei editadas pelo presidente da República em situações de “relevância e urgência”. A MP em questão favoreceu a Âmbar Energia em um contexto onde a empresa adquiriu termelétricas da Eletrobras, envolvendo uma dívida bilionária da Amazonas Energia. A transação, ocorrida em 10 de junho, três dias antes da edição da MP, compreendeu a compra de 13 usinas a gás natural, sendo 12 em operação e uma em fase de implantação em Manaus (AM), por R$ 4,7 bilhões.
Em entrevista à GloboNews, Silveira afirmou: “Só recebi o senhor Marcelo Zanatta dentro da agenda oficial. Só tive dois encontros com ele: um quando tomei posse, no primeiro mês da minha gestão, e outro no dia 21 deste mês, quando ele foi assinar o PCS (leilão emergencial de térmicas). Portanto, há contradições nessas informações divulgadas.”
“Eu só tive dois encontros com Marcelo Zanatta”, diz ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre reuniões com o presidente da Âmbar Energia.
▶️No mês passado, a Âmbar, do grupo J&F, comprou usinas termelétricas movidas a gás natural. O negócio foi anunciado dias… pic.twitter.com/hTTksBlByH
— GloboNews (@GloboNews) July 12, 2024
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O ministro rechaçou as críticas, classificando-as como “interesse extremamente contrariado de grupos econômicos”, “choro de perdedor” e “especulações do mercado”. Ele negou veementemente que a MP tenha sido criada para beneficiar a Âmbar Energia, reforçando que suas reuniões com Zanatta foram limitadas e dentro do escopo oficial.
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira diz que medida provisória não foi discutida diretamente com a Âmbar, e que um relatório sobre a MP estava no site do ministério desde fevereiro deste ano, sendo de conhecimento público desde então.
➡ Assista ao… pic.twitter.com/OaRIvBuIsf
— GloboNews (@GloboNews) July 12, 2024
A controvérsia em torno dessa medida provisória e das reuniões alegadas levanta questões sobre a transparência e a integridade dos processos decisórios no governo. A oposição e críticos da administração Lula veem a situação como um potencial conflito de interesses, apontando para a longa história de influência dos irmãos Batista na política brasileira e seus envolvimentos em escândalos de corrupção anteriores.
Essa situação coloca Alexandre Silveira sob intensa vigilância pública e midiática.
Redação AM POST*
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