Ministro do TCU se declara suspeito em análise sobre sala VIP do TST
A decisão ocorre porque Walton é irmão do ministro do TST Douglas Alencar, que será diretamente beneficiado pela estrutura
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Walton Alencar Rodrigues, informou que irá se declarar suspeito no processo que analisa a contratação de uma sala VIP para ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
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A decisão ocorre porque Walton é irmão do ministro do TST Douglas Alencar, que será diretamente beneficiado pela estrutura. A informação foi revelada pela coluna Grande Angular, do Metrópoles.
Mais cedo, Walton afirmou que não sabia ter sido sorteado como relator da ação.
O TST prevê gastar R$ 1,5 milhão em dois anos para utilizar a sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek, com a justificativa de garantir segurança e conforto aos ministros.
O contrato com a concessionária Inframerica inclui área institucional, acompanhamento por funcionários, estacionamento privativo para os 27 ministros e veículo de escolta. Também prevê transporte executivo com deslocamento personalizado entre o terminal e a aeronave, dentro do pátio aeroportuário.
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Em nota, o TST afirmou que a contratação segue o mesmo modelo de acordos com o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Câmara dos Deputados e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a Corte, o objetivo é minimizar riscos de segurança em áreas públicas do terminal e oferecer apoio logístico especializado.
O tribunal ressaltou que o espaço está em área restrita do aeroporto, que o mobiliário será reaproveitado para reduzir gastos e que a contratação ocorreu por dispensa de licitação, conforme a Lei nº 14.133/2021.
Compra de carros de luxo também será analisada
Além do caso da sala VIP, o TCU deve analisar a compra de 30 veículos de luxo Lexus ES 300H para transporte dos ministros do TST. Cada unidade custou R$ 346,5 mil, totalizando R$ 10,39 milhões.
O modelo híbrido combina motor a combustão de 2.5 litros e motor elétrico, com potência total de 211 cavalos. No estudo técnico preliminar, também foram avaliados modelos como Honda Accord, BYD Seal e Toyota Camry, mas o Lexus foi escolhido por atender aos requisitos e ter preço final abaixo do orçamento previsto.
O vice-líder da Oposição na Câmara, deputado Sanderson (PL-RS), apresentou representação ao TCU para que a Corte avalie a aquisição.
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