Ministro Toffoli usa jatinho ligado a foragido investigado por lavagem de dinheiro do PCC
Aeronave associada a suspeito de chefiar esquema bilionário foi utilizada em deslocamento do ministro entre Brasília, Ourinhos e São Paulo em setembro de 2024.
- (Foto: Divulgação)
Notícias do Brasil -O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou em setembro de 2024 um jatinho vinculado a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo por comandar um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC.
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Foragido desde agosto, quando a Operação Carbono Oculto foi deflagrada, Beto Louco teria usado a aeronave com frequência, segundo relatos de pilotos.
No dia 22 de setembro, um domingo, Toffoli embarcou em Brasília às 12h40 com destino a Ourinhos, no interior de São Paulo.
De lá, seguiu de helicóptero para o resort de luxo Tayayá, no Paraná, empreendimento que já teve parentes do ministro entre seus sócios. O objetivo da viagem, conforme relatado por um dos pilotos, seria a participação em um coquetel.
De acordo com o piloto Mattosinho, que operou o jato PR-SMG naquele dia, ele só soube que transportaria um ministro do STF no momento do embarque. “Ele me disse que iria participar de um coquetel. E até me convidou para ir com ele”, afirmou.
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O profissional também confirmou que o jato era utilizado rotineiramente por Beto Louco e por seu sócio, Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, apontado como outro líder do suposto esquema bilionário envolvendo fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro. Assim como Beto Louco, Primo também está foragido.
Toffoli retornou a Ourinhos por volta das 18h e, em seguida, voou para São Paulo na mesma aeronave.
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