Moraes agenda interrogatório presencial de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe
O primeiro a ser interrogado será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
- Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para a próxima segunda-feira (9) o início dos interrogatórios dos oito réus investigados por participação em uma trama golpista para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.
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Os depoimentos ocorrerão de forma presencial, na sala de audiências da 1ª Turma do STF, em Brasília, conforme determinação de Moraes, relator do processo. A exceção será o ex-ministro Walter Braga Netto, que está preso preventivamente no Rio de Janeiro e será ouvido por videoconferência.
O primeiro a ser interrogado será o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Em seguida, os demais réus do chamado “núcleo central” da tentativa de golpe prestarão depoimento, em ordem alfabética:
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.
Os interrogatórios terão início às 14h e poderão se estender até as 20h. Caso o tempo não seja suficiente, as audiências continuarão ao longo da semana, até sexta-feira (13).
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Os réus poderão exercer o direito constitucional ao silêncio, para não produzirem provas contra si mesmos.
A convocação ocorre após a conclusão, nesta segunda-feira (2), da fase de depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, que somaram 52 pessoas. Durante os relatos, foi confirmada a realização de uma reunião no Palácio da Alvorada, onde, segundo as investigações, Bolsonaro teria discutido com seus aliados uma possível ruptura democrática.
Bolsonaro é acusado de chefiar uma organização criminosa que, segundo a Procuradoria-Geral da República, teria atuado com o objetivo de impedir a alternância do poder, contrariando o resultado das eleições de 2022.
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