Moraes cobra explicações de Filipe Martins sobre uso do LinkedIn e ameaça decretar prisão
Caso não haja manifestação no prazo de 24 horas, o magistrado poderá decretar a prisão preventiva do investigado.
- Foto: reprodução
Resumo rápido
STF intima Filipe Martins a justificar atividade em conta LinkedIn, violando proibição de redes sob prisão domiciliar. Moraes ameaça prisão preventiva em 24h. Condenado a 21 anos no Núcleo 2, ex-assessor de Bolsonaro cumpre medidas cautelares após fuga de Silvinei Vasques.
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Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta terça-feira (30), que a defesa de Filipe Martins apresente explicações sobre o uso de uma conta no LinkedIn atribuída ao ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Caso não haja manifestação no prazo de 24 horas, o magistrado poderá decretar a prisão preventiva do investigado.
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Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão no julgamento do chamado Núcleo 2 e está proibido de utilizar redes sociais. Atualmente, ele cumpre prisão domiciliar, medida determinada em 26 de dezembro, após a fuga e posterior prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques.
Além da prisão domiciliar, Martins está sujeito a uma série de medidas cautelares impostas pelo STF, entre elas a entrega do passaporte, a suspensão do porte de armas de fogo, a restrição de visitas — limitadas aos advogados — e a proibição expressa de acesso e uso de redes sociais.
De acordo com o despacho de Alexandre de Moraes, uma denúncia foi recebida no dia 29 de dezembro e anexada ao processo. A informação aponta que o ex-assessor teria utilizado o LinkedIn para buscar perfis de terceiros, o que pode configurar descumprimento direto das medidas judiciais impostas.
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Filipe Martins de ter atuado na coordenação de ações da organização criminosa que, segundo as investigações, tinha como objetivo manter Jair Bolsonaro no poder de forma ilegal.
No despacho, Moraes deixou claro que o eventual descumprimento das condições da prisão domiciliar compromete a medida e pode resultar na transferência imediata de Martins para um presídio.
A defesa de Filipe Martins foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.
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