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Moraes dá 24h para defesa de Bolsonaro explicar descumprimento de cautelar, sob pena de prisão

A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi oficialmente notificada.

Por Jonas Souza

21/07/2025 às 20:35 - Atualizado em 05/08/2025 às 01:32

Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esclareça um suposto descumprimento das medidas cautelares impostas no inquérito que apura ataques à soberania nacional. Caso não haja manifestação dentro do prazo, Moraes sinalizou que poderá decretar a prisão imediata do ex-mandatário, com base no artigo 312, §1º, do Código de Processo Penal. A Procuradoria-Geral da República (PGR) foi oficialmente notificada.

Leia mais: Oposição no Senado anuncia foco total no impeachment de Alexandre de Moraes

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A nova decisão ocorre após Bolsonaro conceder entrevista à imprensa nesta segunda-feira (21/7), na saída da Câmara dos Deputados, onde participou de um evento do Partido Liberal (PL). A aparição pública foi amplamente repercutida por perfis de terceiros nas redes sociais, veículos de comunicação e até mesmo pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.

Segundo Moraes, tal exposição infringe as medidas cautelares que proíbem Bolsonaro de conceder entrevistas, participar de transmissões, inclusive por meio de terceiros, e utilizar redes sociais, direta ou indiretamente. O ministro anexou ao despacho imagens de publicações como evidência da violação das determinações judiciais.

Cautelares impostas a Bolsonaro incluem:

Uso de tornozeleira eletrônica;

Recolhimento domiciliar noturno (das 19h às 6h) e integral nos fins de semana e feriados;

Proibição de acessar embaixadas ou consulados estrangeiros;

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Proibição de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;

Proibição de uso de redes sociais, direta ou indiretamente;

Proibição de contato com Eduardo Bolsonaro e outros investigados do inquérito.

Durante o encontro no Congresso, Bolsonaro exibiu a tornozeleira eletrônica e criticou duramente as medidas judiciais:
“Não roubei cofres públicos, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso é o símbolo da máxima humilhação do nosso país. Uma pessoa inocente… O que estão fazendo com um ex-presidente da República? Vamos enfrentar tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, declarou ele, mostrando o dispositivo preso à perna esquerda.

Reação da oposição no Congresso

O evento foi convocado pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e reuniu mais de 50 deputados e dois senadores, além de parlamentares de partidos como Republicanos, PP, PSD, União Brasil e Novo. O objetivo foi debater a atuação do STF e a operação da Polícia Federal realizada na sexta-feira (18/7), que teve Bolsonaro como um dos alvos.

Na ocasião, Sóstenes anunciou a criação de três comissões de parlamentares para articular uma resposta às medidas judiciais. A primeira, sob liderança de Gustavo Gayer (PL-GO), será responsável pela comunicação. A segunda, chefiada por Cabo Gilberto (PL-PB), cuidará da mobilização interna no Congresso. Já a terceira, liderada por Rodolfo Nogueira (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC), atuará externamente para “dar voz ao ex-presidente”.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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