Moraes dá prazo para Malafaia se manifestar por chamar generais de ‘frouxos’
Pastor é denunciado por calúnia e injúria após chamar generais de “covardes” e “frouxos” durante manifestação na Paulista.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o pastor Silas Malafaia apresente esclarecimentos sobre declarações ofensivas dirigidas ao comandante do Exército, general Tomás Paiva. A medida atende a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa o líder religioso de calúnia e injúria.
A manifestação em questão ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, durante um ato convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em abril de 2025. Sem citar nomes diretamente, Malafaia atacou a cúpula das Forças Armadas, questionando a postura do Alto Comando em relação a decisões judiciais e ações do governo federal.
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“Cambada de frouxos” vira alvo jurídico
Do alto de um trio elétrico, Malafaia disparou contra os militares de quatro estrelas:
“Cadê esses generais do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem.”
A PGR sustenta que, ao fazer declarações públicas com teor ofensivo, o pastor atentou contra a honra do comandante Tomás Paiva e de oficiais que ocupam cargos estratégicos. O órgão defende que o discurso extrapolou o direito à liberdade de expressão e configurou crime contra a dignidade militar.
Defesa terá 15 dias para responder
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Após receber a denúncia, Moraes abriu prazo de 15 dias para que a defesa de Malafaia apresente sua manifestação. O despacho foi assinado em 20 de dezembro, último dia de atividades do STF antes do recesso de fim de ano.
Concluída essa etapa, o tribunal deverá analisar se aceita ou não a denúncia. Caso o processo seja levado adiante, o pastor poderá se tornar réu por calúnia e injúria, crimes que podem resultar em multa e eventual pena de prisão, dependendo do enquadramento.
Ato político e contexto judicial
A manifestação que gerou o embate jurídico foi articulada por apoiadores de Jair Bolsonaro e tinha como objetivo pressionar o Congresso e o Judiciário por anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023.
O ex-presidente, condenado em setembro a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumpre pena desde novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Mesmo preso, Bolsonaro segue exercendo influência sobre sua base e permanece citado em eventos e atos que sustentam contestação política.
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