Moraes determina abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro por calúnia a Lula
Investigação foca em postagem que associa o presidente ao tráfico de drogas e fraudes eleitorais

FOTO: Reprodução
Resumo:
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a Polícia Federal investigue o senador Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra o presidente Lula. A decisão baseia-se em uma publicação nas redes sociais que associa o petista a crimes internacionais e a Nicolás Maduro.
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Notícias do Brasil – O cenário político brasileiro ganhou um novo capítulo jurídico nesta quarta-feira (15/04). O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Polícia Federal (PF) instaure um inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A apuração foca no crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após publicações do parlamentar em redes sociais.
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A postagem pivô da investigação
O pedido da PF baseia-se em uma postagem onde Flávio Bolsonaro, atual pré-candidato à presidência, associa a imagem de Lula à de Nicolás Maduro sob a legenda: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”.
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Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), que emitiu parecer favorável à investigação, o senador atribuiu falsamente crimes graves ao chefe do Executivo de forma “vexatória” e em ambiente público, o que configuraria o delito de calúnia.
Rito processual e prazos
Moraes foi definido como relator do caso por sorteio eletrônico. Em sua decisão, o magistrado estipulou um prazo de 60 dias para que a Polícia Federal realize as diligências necessárias e apresente um relatório sobre o caso. A defesa de Flávio Bolsonaro e o Palácio do Planalto foram procurados, e o espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
Impacto na corrida presidencial
A abertura do inquérito ocorre em um momento de alta temperatura política. Flávio Bolsonaro e Lula aparecem como os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2026, com projeções indicando um embate direto no segundo turno. O desenrolar jurídico desta investigação pode influenciar o tom das campanhas e o uso das redes sociais durante o período eleitoral.
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