Moraes homologa delação premiada e concede liberdade a Mauro Cid
Mauro Cid foi afastado de suas funções no Exército e vai usar tornozeleira eletrônica.
- Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-assistente de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi aprovado neste sábado (9) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O militar também foi libertado temporariamente da prisão, utilizando uma tornozeleira eletrônica, e está proibido de sair de casa aos fins de semana e durante a noite. Mauro Cid foi afastado de suas funções no Exército.
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No documento de aprovação, o juiz Alexandre de Moraes fez uma série de recomendações, como a obrigação de se apresentar à Justiça em 48 horas e todas as segundas-feiras. O militar também está proibido de viajar para o exterior e deve entregar todos os seus passaportes à Justiça em 5 dias, e terá todos os passaportes emitidos cancelados.
Além disso, de acordo com a determinação do juiz, Mauro Cid terá todos os documentos de porte de arma de fogo suspensos, bem como os certificados de registro para realizar atividades de coleção de armas de fogo, prática de tiro esportivo e caça. O militar também está proibido de usar redes sociais e de se comunicar com outros investigados.
Sendo alvo de diferentes investigações, o tenente-coronel estava detido desde o dia 3 de maio, acusado de falsificar cartões de vacinação contra a covid-19 e inserir informações falsas nos sistemas do Ministério da Saúde, favorecendo seus parentes e o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também é investigado por suposto envolvimento na venda ilegal de presentes oficiais e joias recebidos durante o governo Bolsonaro.

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