Moraes manda PF investigar fake news contra ele próprio e ameaça de coronel a Flávio Dino
As ordens estão registradas em despachos assinados na segunda-feira, 6.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue, nos próximos 30 dias, uma fake news divulgada contra ele, o general Decio Schons e o comandante do Exército Tomás Ribeiro Paiva. Durante o mesmo período, os investigadores também deverão apurar o caso das ameaças feitas pelo general da reserva José Placídio Matias dos Santos ao ministro da Justiça Flávio Dino.
As ordens estão registradas em despachos assinados na segunda-feira, 6. O caso da peça de desinformação divulgada sobre Moraes e os militares foi remetida ao Supremo pelo juízo da 9ª Vara Federal de Campinas. Por outro lado, a denúncia sobre um suposto crime contra Dino chegou à Corte Suprema após o Superior Tribunal Federal decidir que a investigação deveria ser conduzida pelo STF.
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A investigação sobre a fake news contra Moraes e os militares foi aberta após o general Décio Schons relatar ter recebido questionamentos sobre um vídeo publicado no YouTube. Tal gravação, falsamente, dizia que Décio teria denunciado o comandante do Exército e o ministro Alexandre de Moraes por supostos crimes que teriam cometido.
Essas publicações abordavam um suposto ‘conluio’ de Paiva com ministros do STF e foram desmentidas por agências de checagem de fatos.

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Ao pedir a investigação, os advogados de Décio argumentaram que a publicação tinha o ‘claro propósito de acusar prejuízo à imagem do militar’ e ‘criar cizânias no interior das Forças Armadas, jogando militares da ativa contra os da reserva e civis contra militares’.
Já no centro da investigação que mira José Placídio estão publicações feitas pelo general no 8 de janeiro, defendendo que militares com comando de tropa se rebelassem e “entrassem no jogo, desta vez do lado certo”.
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Como mostrou o repórter Marcelo Godoy, o oficial que exerceu função de confiança no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sob o comando do general Augusto Heleno se dirigiu diretamente ao comandante do Exército, general Júlio César de Arruda, para que ele se colocasse à frente de um golpe de Estado.
No mesmo dia, o coronel da reserva fez outra postagem em que ameaçou o ministro da Justiça, Flávio Dino: “Sua purpurina vai acabar”.
José Placídio foi alvo de investigação militar, que concluiu pela existência de autoria e materialidade do crime de ‘incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de creme militar’. Os autos, no entanto, foram enviados à Justiça Federal para analise de crime contra a honra do ministro Flávio Dino.
Posteriormente, à Justiça Militar reconheceu sua incompetência para atuar no caso, mandando os autos ao STF. Eles foram distribuídos ao gabinete de Moraes em razão da conexão com o inquérito sobre os atos golpistas de 8 de janeiro.
Estadão Conteúdo

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