Moraes teria pedido ajuda do presidente do Banco Central em favor do Master, aponta colunista
Presidente do BC teria barrado avanço da articulação.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para interceder em favor do Banco Master. As informações foram divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e revelam contatos reiterados do magistrado em meio às investigações envolvendo a instituição financeira.
Contatos com o comando do Banco Central
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De acordo com a coluna, Alexandre de Moraes teria procurado Gabriel Galípolo ao menos quatro vezes para tratar da situação do Banco Master. Três desses contatos teriam ocorrido por telefone e um de forma presencial. O objetivo, segundo a apuração, era discutir alternativas para enfrentar os problemas enfrentados pela instituição financeira, que se tornou o centro de um escândalo envolvendo operações irregulares.
O banco é ligado ao empresário Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso em novembro sob suspeita de fraude em uma transação bilionária. Vorcaro foi solto dias depois, mediante uso de tornozeleira eletrônica.
Defesa do banco e relação pessoal
Ainda segundo a publicação, o ministro teria defendido o Banco Master durante as conversas com o presidente do Banco Central. Fontes ouvidas pelo jornal relataram que Moraes teria afirmado gostar pessoalmente de Vorcaro e solicitado apoio do BC para viabilizar um negócio envolvendo o Banco de Brasília (BRB).
O BRB, conforme revelado nas investigações, adquiriu produtos de investimento considerados irregulares do Banco Master, operação que acabou ampliando o alcance do caso e gerando preocupação dentro do sistema financeiro.
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Escritório da esposa e possível conflito
Outro ponto sensível revelado pela coluna envolve o escritório de advocacia da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes. Segundo O Globo, o escritório manteve contrato com o Banco Master que previa pagamentos de R$ 3,6 milhões mensais ao longo de três anos, totalizando cerca de R$ 129 milhões.
A informação levantou questionamentos sobre eventual conflito de interesses, embora não haja, até o momento, confirmação de ilegalidade na relação contratual.
Recuo após relato de fraudes
De acordo com interlocutores citados na coluna, Gabriel Galípolo teria informado a Moraes sobre a existência de fraudes nas operações do Banco Master. Após esse relato, o ministro teria recuado da tentativa de intermediação, reconhecendo que não haveria condições técnicas ou legais para a concretização do negócio.
Procurada, a assessoria do Supremo Tribunal Federal afirmou não ter informações sobre o caso. O Banco Central e os demais envolvidos não se manifestaram oficialmente até o momento.
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