Moraes vota por reabertura de investigação contra Valdemar Costa Neto no STF
Ministro relaciona possível apuração a crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
- Foto: Agência Brasil
Notícias do Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes votou, nesta terça-feira (21/10), pela reabertura da investigação que apura supostos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito envolvendo o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto.
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O posicionamento de Moraes ocorreu durante o julgamento do núcleo 4 da trama golpista, que analisa a conduta de investigados ligados à tentativa de invalidar o resultado das eleições de 2022. O ministro vinculou a retomada da apuração sobre Valdemar à eventual condenação do engenheiro Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente da empresa Voto Legal, responsável por um relatório técnico contratado pelo PL para questionar a segurança das urnas eletrônicas.
Em seu voto, Moraes defendeu a condenação de Rocha por dois dos cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Apesar de Valdemar Costa Neto ter sido indiciado pela Polícia Federal (PF), ele ficou fora da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O ministro afirmou:
“Uma vez configurada a condenação do réu Carlos Cesar Rocha, determino a extração de cópias da decisão e de todo o acervo probatório para remessa à PET 12100, a fim de que, nos termos do artigo 18 do Código Penal, seja reaberta a investigação e análise dos crimes de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito em relação ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto.”
Moraes também classificou como “bizarro” o relatório elaborado pela empresa Voto Legal a pedido do PL. Segundo ele, o documento, apresentado após a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro, foi “uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu desde a sua criação”.
Valdemar, aliado histórico de Bolsonaro, tem evitado dar entrevistas e manifestações públicas desde o avanço das investigações sobre a atuação de dirigentes e apoiadores do PL na tentativa de questionar o processo eleitoral.
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