Moro critica prisão domiciliar de Bolsonaro e diz que ‘escalada da crise não interessa ao Brasil’: ‘Sequer foi julgado’
Senador e ex-procurador da Lava-Jato dizem que medida contra Bolsonaro fere princípios democráticos e agrava tensão institucional no país.
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), provocou reações de figuras políticas ligadas à operação Lava-Jato. Entre os críticos, estão o senador Sergio Moro (União-PR) e o ex-deputado federal e ex-procurador Deltan Dallagnol, que usaram as redes sociais para se posicionar contra a medida.
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Moro, que foi juiz responsável por conduzir os processos da Lava-Jato em Curitiba, classificou a decisão como um retrocesso. “Não é possível concordar com a imposição de prisão domiciliar e censura a Bolsonaro, que sequer foi julgado. A escalada da crise não interessa ao Brasil”, publicou em sua conta no X (antigo Twitter).
Já Dallagnol foi ainda mais incisivo ao criticar a determinação do STF. “Moraes proibiu um ex-presidente da República de usar redes sociais e agora mandou prendê-lo porque o filho ligou para ele durante uma manifestação e postou nas redes. Me poupe quem ainda acha que isso é uma democracia!”, escreveu o ex-parlamentar.
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A decisão de Moraes teve como base a participação remota de Bolsonaro em uma manifestação realizada no último domingo (3), em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Durante o ato, o ex-presidente teria feito uma ligação para seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que publicou o vídeo da conversa em suas redes sociais. O conteúdo foi deletado horas depois.
Moraes considerou que a atitude representou uma violação às medidas cautelares, que já proibiam Bolsonaro de se manifestar publicamente, inclusive por meio de terceiros. Segundo o ministro, a conduta foi “dissimulada” e configurou tentativa de coagir o STF e obstruir a Justiça.
Além da prisão domiciliar, Moraes determinou a proibição de visitas, exceto de advogados ou pessoas previamente autorizadas. Um celular de Bolsonaro também foi apreendido durante a operação.
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