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Morte de Gabriel Ganley reacende debate sobre riscos dos anabolizantes ao coração

Especialistas afirmam que uso de anabolizantes pode agravar doenças cardíacas e aumentar risco de morte súbita.

Por Beatriz Silveira

26/05/2026 às 22:03 - Atualizado em 02/06/2026 às 09:51

Gabriel Ganley, influenciador fitness, retratado nas redes sociais

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Resumo

A morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, voltou a levantar discussões sobre os riscos do uso de anabolizantes e seus impactos na saúde cardiovascular. Especialistas apontam que substâncias hormonais podem agravar quadros cardíacos, principalmente em pessoas com predisposição genética para doenças como a cardiomiopatia hipertrófica.

Notícias do Brasil –  A morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, reacendeu o debate sobre os impactos do uso de anabolizantes na saúde cardiovascular.

O jovem, que acumulava cerca de 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais, foi encontrado morto no último sábado (23), em seu apartamento na Mooca, em São Paulo.

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Segundo informações do atestado de óbito, Gabriel apresentou um quadro de cardiomiopatia hipertrófica, doença caracterizada pelo espessamento anormal do músculo cardíaco.

Especialistas alertam para crescimento anormal do coração

De acordo com o cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Instituto de Educação Médica (Idomed), o uso frequente de anabolizantes pode provocar hipertrofia cardíaca.

“O coração cresce acima do normal porque ele também é um músculo. A hipertrofia que aumenta os músculos dos braços e das pernas também aumenta o coração”, explicou o especialista.

Segundo o médico, o aumento exagerado do músculo cardíaco pode comprometer o funcionamento do órgão e provocar insuficiência cardíaca, além de aumentar o risco de arritmias e morte súbita.

Uso de anabolizantes sem supervisão médica preocupa médicos

Os esteroides anabolizantes são substâncias sintéticas relacionadas à testosterona e possuem indicação médica específica para casos de deficiência hormonal.

No entanto, especialistas alertam que o uso para fins estéticos e de performance física, sem acompanhamento médico, representa riscos graves à saúde.

O cardiologista afirma que muitos usuários ignoram os sinais de perigo e aumentam progressivamente as doses utilizadas.

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“Infelizmente, muitas pessoas usam anabolizantes sem fazer avaliação cardiológica. Quando descobrem alguma doença, já estão em uma fase que não dá para fazer nada”, destacou Herbert Lima Mendes.

Leia também: Governo do Amazonas tem dez pontos de comercialização das Feiras de Produtos Regionais da ADS em Manaus; confira

Doença cardíaca também pode ter origem genética

A diretora da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcely Bonatto, explicou que a cardiomiopatia hipertrófica também possui forte relação genética.

Segundo a especialista, a condição afeta aproximadamente uma em cada 500 pessoas e pode permanecer assintomática durante anos.

Ela ressaltou que Gabriel Ganley poderia já possuir predisposição genética para a doença, e que o uso de anabolizantes pode ter funcionado como fator agravante.

“Talvez já tivesse alterações e o anabolizante foi apenas um fator desencadeante da consequência, mas não necessariamente a causa absoluta”, afirmou.

Caso reforça alerta sobre avaliação médica

Especialistas destacam que exames cardiológicos periódicos são fundamentais para praticantes de atividades físicas intensas, especialmente entre pessoas que utilizam hormônios e substâncias para ganho muscular.

A morte de Gabriel Ganley voltou a gerar discussões nas redes sociais sobre os riscos do uso indiscriminado de anabolizantes e os impactos da busca por resultados rápidos no corpo.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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