MP denuncia deputado Lucas Bove e pede prisão preventiva por descumprir medidas protetivas de ex-esposa Cíntia Chagas
Cíntia Chagas, que possui mais de 7,6 milhões de seguidores nas redes sociais, prestou queixa contra o ex-marido em 2024.
- Reprodução
Notícias do Brasil – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou, nesta quinta-feira (23), o deputado estadual Lucas Diez Bove (PL) pelos crimes de perseguição, violência psicológica, violência física e ameaça, além de pedir à Justiça a prisão preventiva do parlamentar por reiterados descumprimentos de medidas protetivas concedidas à ex-esposa, a influenciadora digital Cíntia Chagas.
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De acordo com a denúncia, Bove vem ignorando ordens judiciais há cerca de um ano, mesmo após ter sido intimado e advertido pessoalmente e por seus advogados. O Ministério Público afirmou que o deputado demonstra “claro desprezo” pelas determinações e acredita que não será responsabilizado por suas ações.
Cíntia Chagas, que possui mais de 7,6 milhões de seguidores nas redes sociais, prestou queixa contra o ex-marido em 2024, relatando uma série de abusos físicos e psicológicos ocorridos durante o relacionamento de mais de dois anos com o parlamentar.
Em 29 de setembro, Lucas Bove foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de perseguição e violência psicológica, após conclusão do inquérito em 15 de setembro, que foi encaminhado à Justiça.
O MP afirma que, mesmo com as medidas protetivas em vigor, o deputado continuou publicando postagens nas redes sociais com indiretas e, posteriormente, menções diretas ao nome da vítima, descumprindo a decisão judicial que o proibia de citá-la publicamente.
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Segundo a promotoria, as postagens exporam e ridicularizaram Cíntia, sugerindo que ela mentia e compartilhando conteúdos ofensivos à sua dignidade, o que resultou em desgaste emocional e revitimização.
“A simples existência das medidas protetivas já não é suficiente para garantir a segurança da vítima”, destacou o Ministério Público no documento encaminhado à Justiça.
Em agosto deste ano, o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) arquivou a denúncia contra Bove por quebra de decoro parlamentar, mesmo diante das acusações feitas pela ex-esposa.
Agora, o MP solicita que a Justiça decrete a prisão preventiva do deputado, argumentando que a liberdade dele coloca em risco a integridade e o bem-estar da vítima.
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