MPT denuncia Hytalo Santos e marido por exploração sexual e trabalho análogo à escravidão
Ação do Ministério Público do Trabalho aponta uso das redes sociais para exploração de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade
- Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – O influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Euro, foram denunciados pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB) por tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e por submeter dezenas de vítimas, incluindo crianças e adolescentes, a condições análogas à escravidão. A ação trabalhista foi ajuizada no dia 25 de setembro deste ano e é fundamentada, segundo o órgão, em “robustos elementos e provas” reunidos ao longo de um Inquérito Civil. As informações são do site Metrópoles.
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De acordo com o MPT-PB, a maioria das vítimas é oriunda do município de Cajazeiras, no interior da Paraíba. Conforme apurado, o casal se aproveitava da situação de vulnerabilidade social das famílias, oferecendo promessas de fama, moradia, alimentação e apoio financeiro como forma de atrair os jovens.
As vítimas, chamadas pelo casal de “crias”, teriam sido submetidas a uma série de violações graves, entre elas isolamento do convívio familiar, controle absoluto da rotina, privação de sono, coerção psicológica, ausência de remuneração, restrição de autonomia, confisco de aparelhos celulares e vigilância constante. O documento aponta ainda relatos de que crianças e adolescentes eram obrigados a realizar procedimentos estéticos com o objetivo de aumentar o chamado “apelo sexual”.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, a exploração era monetizada por meio das redes sociais, onde as vítimas eram expostas em vídeos e imagens, muitas vezes seminuas, vestindo roupas provocativas e participando de danças sexualizadas ao som de músicas com conteúdo explícito, com o objetivo de gerar engajamento e lucro.
O MPT também indicou possível responsabilidade de pais e mães, ao afirmar que alguns teriam permitido a entrega dos filhos ao casal em troca de benefícios, além de autorizar mudanças de cidade e negligenciar o acompanhamento da saúde e da educação dos menores.
Na ação, o órgão solicita indenização coletiva de R$ 12 milhões, além de indenizações individuais que variam entre R$ 2 milhões e R$ 5 milhões por vítima. O processo tramita em segredo de Justiça, visando preservar informações sensíveis e evitar a revitimização das crianças e adolescentes.
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