Mulher espancada com mais de 60 socos por namorado em elevador rompe o silêncio; veja o que ela disse
A agressão aconteceu no último sábado (26) e foi flagrada por câmeras de segurança do elevador do prédio.

Foto: Reprodução
Notícias do Brasil – Juliana Garcia, de 23 anos, vítima de uma brutal agressão dentro de um elevador em Natal (RN), que resultou em mais de 60 socos desferidos por seu então namorado, utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (30) para se manifestar pela primeira vez desde o ocorrido. Em tom emocionado, ela agradeceu o apoio de amigos e desconhecidos e disse que seu foco agora é a recuperação física e emocional. “É um momento muito delicado e eu preciso focar na minha recuperação”, escreveu.
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Juliana também confirmou que uma campanha de arrecadação foi criada por amigas próximas para ajudar nas despesas com medicamentos e intervenções cirúrgicas. A vaquinha virtual, que já ultrapassou os R$ 33 mil em doações, foi autorizada por ela. “Minhas amigas estão sendo minha rede de apoio”, declarou.
A agressão aconteceu no último sábado (26) e foi flagrada por câmeras de segurança do elevador do prédio onde Juliana mora, na orla da Ponta Negra, em Natal. O vídeo mostra o ex-jogador de basquete Igor Cabral, de 29 anos, desferindo dezenas de golpes violentos contra a jovem em menos de um minuto. Vizinhos prestaram socorro imediato, e Igor foi preso ainda no local. Ele responderá por tentativa de feminicídio.
O depoimento de Juliana à polícia revelou que o casal participava de um churrasco no condomínio quando Igor exigiu ver seu celular. Após a jovem mostrar o aparelho, o namorado teria tido um ataque de ciúmes, desencadeando a agressão. A vítima contou ainda que já havia sofrido uma agressão anterior, quando foi empurrada, mas não denunciou o caso anteriormente.
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O laudo médico aponta múltiplas fraturas na face: no nariz, maxilar, bochechas, mandíbula e órbita ocular. Juliana encontra-se sob medicação e alimentação restrita, aguardando redução dos edemas para ser submetida a cirurgia reparadora.
À polícia, Igor alegou ter tido um “surto claustrofóbico” dentro do elevador — justificativa que não convenceu a equipe de investigação. A Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher trata o caso como tentativa de homicídio, devido à violência extrema e ao risco de morte evidente.
A repercussão do caso mobilizou redes sociais e reacendeu o debate sobre violência de gênero. Juliana, agora em casa, tenta reconstruir sua saúde e sua vida, contando com a solidariedade de quem se comoveu diante de uma violência tão chocante.
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