Mulher que teve pernas amputadas após ser atropelada e arrastada pelo ex-companheiro morre em hospital
A família pede justiça e responsabilização rigorosa do autor do crime, que está preso desde o fim de novembro.
- Foto: reprodução
Notícias do Brasil – Tainara Souza Santos, de 30 anos, morreu por volta das 19h desta quarta-feira (24), após quase um mês de internação no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ela havia sido atropelada e arrastada pelo ex-companheiro na Marginal Tietê, em um caso que chocou o país pela brutalidade e pela violência contra a mulher. A morte foi confirmada por familiares nas redes sociais e pelo advogado da vítima, Fábio Costa.
De acordo com a defesa, a causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. O velório de Tainara está marcado para esta quinta-feira (25). A família pede justiça e responsabilização rigorosa do autor do crime, que está preso desde o fim de novembro.
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Quase um mês de luta no hospital
Tainara foi internada em estado gravíssimo após o atropelamento ocorrido no fim de novembro, na Marginal Tietê, uma das vias mais movimentadas da capital paulista. Durante o período de internação, ela passou por diversos procedimentos cirúrgicos e enfrentou um quadro clínico considerado extremamente delicado.
Em razão da gravidade dos ferimentos, Tainara teve as duas pernas amputadas depois de ter sido arrastada por mais de um quilômetro. Na última segunda-feira (22), ela passou por mais uma cirurgia, com amputação na altura da coxa, procedimento necessário para reconstrução de parte dos glúteos e controle de infecções.
Apesar dos esforços da equipe médica, o estado de saúde se agravou nos dias seguintes, culminando na falência múltipla dos órgãos e no óbito confirmado na noite de quarta-feira.
Crime foi flagrado por câmeras
Câmeras de segurança registraram o momento em que Tainara é atropelada e arrastada. As imagens mostram a vítima caminhando a pé ao lado de outro homem quando é atingida por um carro preto. O veículo não para após o impacto, e a mulher é arrastada por vários metros, em uma cena que gerou revolta e ampla repercussão.
Barbárie!
Mulher perde as duas pernas após ser atropelada e arrastada por diversos quilômetros em carro rebaixado conduzido pelo ex-namorado.
Tainara Souza Santos, de 30 anos, foi socorrida para um hospital da Zona Norte de São Paulo.
O responsável está foragido! pic.twitter.com/9Mpyz0WNma— Luli (@crisdemarchii) November 30, 2025
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As gravações foram fundamentais para a identificação e prisão do suspeito, Douglas Alves da Silva, de 26 anos, ex-companheiro da vítima. Ele foi localizado e preso em um hotel na zona leste de São Paulo no dia 30 de novembro.
Suspeito está preso e caso segue na Justiça
Douglas Alves da Silva permanece preso e à disposição da Justiça. Ele é investigado por crimes que envolvem violência extrema e tentativa de feminicídio, agora convertida em homicídio após a confirmação da morte de Tainara.
A Polícia Civil segue reunindo provas, incluindo imagens de câmeras, laudos periciais e depoimentos de testemunhas, para reforçar o inquérito. O caso é tratado como prioritário pelas autoridades devido à gravidade e ao contexto de violência doméstica.
Dor, despedida e pedido por justiça
Nas redes sociais, a mãe de Tainara publicou uma mensagem emocionada ao confirmar a morte da filha. No texto, ela descreveu a jovem como uma “guerreirinha” e afirmou que, apesar da dor, o sofrimento chegou ao fim.
“É uma dor enorme, mas acabou o sofrimento. Agora é pedir por justiça”, escreveu. A mensagem recebeu centenas de comentários de apoio, solidariedade e pedidos para que o caso não fique impune.
Caso reacende alerta sobre violência contra a mulher
A morte de Tainara Souza Santos reacende o debate sobre a violência contra a mulher no Brasil, especialmente em casos envolvendo ex-companheiros e relações marcadas por agressões. Especialistas apontam que a rapidez na denúncia, a proteção das vítimas e a punição efetiva dos agressores são medidas essenciais para evitar tragédias semelhantes.
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