Namorada de Dias Toffoli é nomeada por Nunes Marques para cargo recém-criado no TSE
Magistrada representará a Justiça Eleitoral brasileira em fóruns internacionais e acompanhará observadores durante eleições.
- Foto: Divulgação
Resumo
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara para chefiar a nova Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. Ex-integrante do CNJ e companheira do ministro Dias Toffoli, a magistrada terá a missão de representar o sistema eleitoral brasileiro no exterior.
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Notícias do Brasil – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, oficializou a nomeação da juíza Renata Gil Alcântara para assumir a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte. A decisão foi publicada em portaria divulgada na última quarta-feira (27).
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Renata Gil atuava anteriormente como assessora da presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), atualmente comandado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto.
Nova diretoria amplia atuação internacional do TSE
A estrutura da nova diretoria foi criada após a extinção da antiga Assessoria de Assuntos Internacionais vinculada à Secretaria-Geral da Presidência do tribunal. A mudança foi oficializada por resolução publicada um dia antes da nomeação.
Entre as atribuições da magistrada estarão a representação do TSE em missões internacionais, participação em fóruns no exterior e articulação com organismos ligados aos sistemas eleitorais de outros países. Ela também acompanhará missões de observadores internacionais durante eleições brasileiras e ajudará na divulgação do modelo eletrônico de votação adotado no país.
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Renata Gil destaca “soft power” da Justiça Eleitoral
Após o anúncio, Renata Gil afirmou nas redes sociais que recebeu o convite com “honra e responsabilidade”. Segundo ela, a Justiça Eleitoral brasileira exerce papel relevante na projeção institucional do país. A magistrada também ressaltou a importância da presença feminina em espaços de liderança e decisão dentro do Judiciário.
Trajetória no Judiciário e no CNJ
Renata Gil ingressou na magistratura em 1998 e ganhou projeção nacional ao atuar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde permaneceu até 2025. Durante o período, ocupou funções voltadas às políticas de proteção às mulheres no Judiciário, incluindo a Ouvidoria Nacional da Mulher.
Em 2019, tornou-se a primeira mulher eleita presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB). Ela também é fundadora do Instituto Nós por Elas, organização voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher e à promoção da participação feminina em espaços institucionais. A juíza mantém relacionamento com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que também integra o Tribunal Superior Eleitoral.
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