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Neto é informado sobre tragédia após 13 dias internado e se emociona, diz médico

O jogador, que é um dos sobreviventes do acidente aéreo com a Chapecoense, ainda não sabia da tragédia.

  • Por AM POST

  • 13/12/2016 às 11:16

  • Leitura em quatro minutos

Um dos quatro sobreviventes brasileiros do acidente aéreo com a Chapecoense, ocorrido no último dia 29 de novembro, na Colômbia, o zagueiro Neto soube apenas nesta segunda-feira sobre a tragédia que provocou a morte de 71 pessoas após o avião que levava a equipe catarinense para o jogo de ida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, cair perto do aeroporto de Medellín.

Há 13 dias internado, o jogador foi o último a ser resgatado com vida após a queda do avião e era quem se encontrava em estado mais grave. Ele ficou em coma induzido, por causa de uma infecção pulmonar, mas agora já respira sem a ajuda dos aparelhos. Como sua condição clínica e emocional era considerada crítica, os médicos optaram por evitar de contar ao atleta sobre o ocorrido até que ele evoluísse o suficiente para ter condições de absorver a trágica notícia.

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“Nós conversamos com o Neto hoje (segunda-feira), falamos sobre o acidente, ele não sabia do acidente, em comum acordo com a equipe clínica do hospital para que não houvesse nenhum problema na recuperação clínica e no estado emocional dele. Então, junto com a psicóloga, falamos com ele hoje. No início, ficou muito emocionado porque não sabia, mas ele é muito forte e entendeu”, afirmou Carlos Mendonça, médico da Chapecoense, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira na Colômbia.

O profissional do clube catarinense ainda ressaltou, na entrevista coletiva, que Neto recordou aos médicos nesta segunda-feira que, um dia antes da viagem para Medellín, havia sonhado que o avião que levaria o time da Chapecoense até a Colômbia caiu. Ele relatou o pesadelo à esposa e chegou a dizer que não desejava viajar.

“Provavelmente ele vai falar isso para vocês (jornalistas), ele teve um sonho no dia anterior da viagem. Ele sonhou que a aeronave estava caindo, uma coisa bem dramática, e ele falou com a esposa inclusive que não queria voar. Então, isso ficou muito marcado para ele. Foi uma coisa bem chocante. Ele teve esse pesadelo”, revelou Mendonça, que disse ter ficado conversando com o jogador por quase duas horas no quarto onde o jogador está internado no hospital em Rionegro, na Colômbia.

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Mendonça ainda assegurou que o jogador está agora “consciente de tudo”, depois de ter chegado a questionar os médicos no último domingo sobre o jogo de ida da final da Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, e sobre as razões para ter ficado tão machucado (com escoriações no corpo, na mão e nas pernas), o que ele estranhou por não ser um fato corriqueiro em um jogo de futebol.

“Ele me perguntou sobre tudo, eu respondi sobre tudo e ele está totalmente consciente de tudo e acho que isso vai ser bom para a recuperação dele porque estava ficando um peso muito grande sobre a família, principalmente, sobre a esposa. Ele perguntava, e a esposa não podia falar. E gerava um transtorno muito grande. Então, levamos até onde deu (até finalmente contar sobre o acidente nesta segunda-feira). Ele está muito bem, tranquilo”, garantiu o médico da Chapecoense.

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Neto será o último sobrevivente brasileiro do acidente da Chapecoense a deixar a Colômbia, o que deverá ocorrer nos próximos dias desta semana. Nesta segunda-feira, o goleiro Jackson Follmann se tornou o primeiro a embarcar rumo ao Brasil em um avião preparado com UTI móvel, com previsão de chegada a São Paulo nas primeiras horas da madrugada desta terça, antes de seguir para o hospital Albert Einstein, onde deverá ser submetido a uma cirurgia na vértebra.

Para esta terça-feira estão previstas as saídas da Colômbia do lateral Alan Ruschel e do jornalista Rafael Henzel, os outros dois sobreviventes brasileiros da tragédia, que deverão voltar ao Brasil também logo após deixarem o hospital na cidade de Rionegro. Os dois seguirão para Chapecó em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e ficarão internados em um hospital da cidade catarinense.

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Fonte: Estadão

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