Nikolas Ferreira afirma que vai acionar MP contra presidente da Escola de Samba que homenageou Lula no carnaval
Deputado afirma que ala do desfile ultrapassou a crítica política e atingiu fiéis cristãos.

Foto: Reprodução
Resumo
O deputado federal Nikolas Ferreira anunciou que irá acionar o Ministério Público do Rio de Janeiro contra o presidente da Acadêmicos de Niterói, alegando intolerância religiosa durante desfile no Sambódromo. A polêmica envolve uma ala do desfile que, segundo o parlamentar, extrapolou a crítica política e atingiu fiéis cristãos, gerando repercussão também na OAB-RJ e entre outros parlamentares.
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Notícias do Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) informou, nesta quarta-feira (18/2), que irá protocolar uma representação no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra Wallace Palhares, presidente da Acadêmicos de Niterói.
Segundo o parlamentar, houve prática de intolerância religiosa durante o desfile da escola realizado no último domingo (15/2), na Marquês de Sapucaí.
Ala do desfile gerou reação do parlamentar
A Acadêmicos de Niterói levou para a avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante a apresentação, uma das alas, intitulada “neoconservadores em conserva”, fez referência a grupos opositores ao governo.
Para Nikolas Ferreira, a encenação ultrapassou os limites da crítica política ao retratar cristãos de forma considerada ofensiva. Em declaração pública, o deputado afirmou que a ala teria colocado fiéis “numa lata de sardinha como se fossem algo a ser descartado”, caracterizando, segundo ele, preconceito religioso.
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Base legal e encaminhamentos jurídicos
O parlamentar citou dispositivos da Constituição Federal e a Lei nº 7.716/89, que trata de crimes resultantes de discriminação, afirmando que o episódio precisa ser investigado. A representação no Ministério Público deve ser formalizada nesta quinta-feira (19/2).
Além da iniciativa do deputado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro divulgou nota, na terça-feira (17), classificando o episódio como intolerância religiosa. Outros parlamentares também acionaram a Procuradoria-Geral da República, alegando possível prática de crime.
Escola ainda não se manifestou
Até o fechamento desta matéria, a Acadêmicos de Niterói e seus representantes não haviam se pronunciado sobre as declarações do deputado nem sobre as medidas anunciadas.
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