Nikolas Ferreira alega “doutrinação” nas escolas e propõe mudanças nas aulas sobre crise climática
Deputado argumenta que tema foi sequestrado por ativismo e pede mais neutralidade nas aulas de ciência.
- Agência Câmara
Notícias do Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a provocar polêmica no Congresso ao defender que o ensino sobre mudanças climáticas nas escolas brasileiras passe a incluir o que chama de “multiplicidade de pontos de vista”. A proposta, apresentada como emenda ao Plano Nacional de Educação (PNE), reacendeu o debate sobre doutrinação ideológica, ciência e política no ambiente escolar.
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Nikolas, um dos parlamentares mais influentes da bancada conservadora, quer que a legislação que define as diretrizes educacionais para a próxima década obrigue as escolas a apresentarem “dados, métodos e incertezas de forma responsável, distinguindo ciência de ativismo”. Segundo ele, o objetivo é “formar o aluno para decidir com base em evidências, preservando a neutralidade e o pluralismo”.
A proposta gerou reações imediatas entre especialistas em educação e meio ambiente. Para críticos, o deputado tenta relativizar fatos científicos amplamente comprovados sobre o aquecimento global. Já apoiadores afirmam que o parlamentar busca “equilibrar o debate” e evitar o que consideram uma “imposição de narrativas ambientais”.
O PNE deveria ter sido aprovado até o fim de 2024, mas a tramitação foi atrasada enquanto Nikolas presidia a Comissão de Educação. O plano, que define metas e conteúdos do ensino para os próximos dez anos, voltou a andar neste ano, após o mineiro deixar o cargo. Sua emenda, porém, ainda divide a base parlamentar e pode se tornar um dos pontos mais polêmicos da votação.
Nikolas rejeita a ideia de que seu texto tenha caráter anticientífico. Em suas redes sociais, o deputado afirma que não nega as mudanças climáticas, mas questiona a forma como o tema é abordado nas salas de aula. Ele afirma que o assunto foi sequestrado por interesses ideológicos.
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A visão do parlamentar se alinha a discursos internacionais como o do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que chegou a afirmar, durante discurso na ONU, que as mudanças climáticas seriam “a maior farsa da história”.
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