Nikolas Ferreira anuncia novo pedido de impeachment de Moraes após sanção dos EUA
Este será pelo menos o 30º pedido de impeachment formalmente protocolado contra Moraes.
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Notícias do Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) anunciou nesta quarta-feira (30/07) que protocolará um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa foi motivada pela decisão dos Estados Unidos de sancionar Moraes com base na Lei Global Magnitsky, por supostas violações de direitos humanos e práticas autoritárias.
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Segundo Ferreira, os recentes acontecimentos são “fatos graves” que demonstram que Moraes “já não representa a Justiça, mas sim o autoritarismo travestido de legalidade”. Para o deputado, o Senado Federal tem o dever constitucional de julgar os pedidos de impeachment contra ministros do STF e, segundo ele, a omissão parlamentar se transforma em cumplicidade.
Este será pelo menos o 30º pedido de impeachment formalmente protocolado contra Moraes, que soma 48 representações oficiais. O total de pedidos contra ministros do STF ultrapassa 170, com nomes como Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes também frequentemente acionados nos últimos anos.
Motivações apresentadas por Nikolas Ferreira:
Acusações de ativismo judicial e atuação político‑partidária incompatível com o cargo;
Suposta censura institucional e restrição à liberdade de expressão;
Alegações de perseguição política, especialmente contra Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro;
Decisões tidas como desproporcionais, como prisões preventivas, quebra de sigilo e imposição de medidas cautelares excessivas;
Acusações de violar garantias constitucionais, exercer poder ilimitado na condução de inquéritos;
Pedido de declaração de nulidade de todos os atos praticados por Moraes, com fundamento em abuso de poder e violação de garantias fundamentais.
Apesar de intensa mobilização política nesse sentido, o próprio STF já manifestou em ocasiões anteriores que não reconhece legitimidade nos pedidos de impeachment baseados em decisões judiciais ou acusações impulsionadas por posições políticas, reiterando a independência da Corte e o respeito ao devido processo legal.
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