Nikolas Ferreira cobra “prisão domiciliar” e reage à ida de Bolsonaro para a Papudinha
Deputado diz que nova unidade “parece melhor”, mas questiona decisão do STF e volta a defender inocência do ex-presidente.
- Foto: divulgação / Yotube
Resumo
Nikolas Ferreira critica transferência de Jair Bolsonaro para a “Papudinha” e questiona por que o ex-presidente não cumpre pena em casa. Parlamentar afirma que vai checar condições com a família e volta a declarar que Bolsonaro não cometeu crime.
Notícias do Brasil – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se manifestou nesta quinta-feira (15/1) sobre a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, determina que o ex-chefe do Executivo deixe a sede da Superintendência da Polícia Federal, onde estava detido, e passe a cumprir a pena em Sala de Estado Maior no batalhão.
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A ordem judicial integra a execução definitiva da condenação imposta a Bolsonaro, sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão por participação e liderança em uma trama golpista e tentativa de golpe de Estado.
Publicação nas redes questiona condições e legalidade
Nas redes sociais, Nikolas avaliou que o novo local parece oferecer melhores condições ao ex-presidente.
“Aparentemente, parece ser um espaço melhor, sem barulho e com atendimento médico 24h”, escreveu.
O deputado afirmou que pretende confirmar as informações diretamente com familiares, mas levantou questionamentos:
“Mas a pergunta ainda continua: por que não enviá-lo pra casa? Enfim, tudo isso por um crime que ele nunca cometeu e deveria estar livre.”
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O comentário repete a linha adotada por parlamentares da oposição que contestam tanto a condenação quanto a forma de cumprimento da pena.
Unidade abriga aliados e separa celas
O 19º BPM também mantém custodiados dois nomes que integraram o governo do ex-presidente e que respondem às mesmas investigações: o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques.
Segundo a decisão de Moraes, Bolsonaro terá cela separada, como determina o regime para detentos com prerrogativa especial.
A transferência inclui ainda regras para atendimento médico, fisioterapia e visitação familiar, seguindo protocolos validados pela Corte. O ministro justificou a adequação das condições com base em critérios de segurança e estrutura física.
Moraes cita superlotação do sistema prisional
Ao formalizar a mudança, Moraes destacou que o sistema penitenciário brasileiro enfrenta superlotação e déficit histórico de vagas, sobretudo no regime fechado. Para ele, a alocação em unidade sob administração militar com estrutura de Sala de Estado Maior atende ao que a lei prevê para ex-autoridades com prerrogativas funcionais e reduz riscos logísticos.
A defesa do ex-presidente ainda pode apresentar novos requerimentos. Até o momento, não há previsão de reavaliação do regime, e o despacho reforça que a pena segue em execução plena.
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