O narcotráfico no Amazonas “emprega” mais que muitas prefeituras, diz pré-candidato à presidência da república
Pré-candidato à Presidência afirmou que facções criminosas têm recrutado jovens em municípios amazônicos e defendeu maior presença do Estado na região

(Foto: Divulgação)
Resumo
O que aconteceu? O pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo publicou um vídeo afirmando que o narcotráfico já se tornou o maior empregador em municípios da Amazônia.
O que ele relatou? Segundo Rebelo, um prefeito do Amazonas teria informado que a prefeitura perdeu o posto de maior empregadora para o crime organizado.
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Há dados sobre isso? Estudos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam o avanço das facções na Amazônia Legal e indicam que o crime organizado tem ampliado sua influência econômica e territorial na região.
Notícias de política – O pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo, publicou um vídeo nas redes sociais em que faz um alerta sobre o avanço do narcotráfico na Amazônia. Durante a gravação, ele afirma ter ouvido de uma liderança política do Amazonas que, em um município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a prefeitura deixou de ser a principal empregadora local.
Segundo Rebelo, o posto teria sido ocupado pelo narcotráfico, que estaria recrutando jovens para atuar nas rotas utilizadas pelo tráfico de drogas nos rios amazônicos.
“O narcotráfico virou o maior empregador”
Na gravação, Aldo Rebelo relata que um prefeito amazonense teria informado que o crime organizado passou a oferecer oportunidades de renda para parte da população jovem da região.
Ele também citou municípios da Amazônia e afirmou que a disputa entre facções tem provocado aumento da violência, enquanto criticou a atuação do Estado em áreas da região amazônica.
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Estudos apontam expansão das facções
Embora a declaração de Aldo Rebelo seja baseada em um relato recebido por ele e não em dados oficiais sobre empregos, pesquisas recentes mostram o crescimento da influência do crime organizado na Amazônia Legal.
Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) identificou a presença de facções criminosas em 260 municípios da Amazônia Legal, número que representa uma expansão significativa nos últimos anos. O estudo aponta que essas organizações ampliaram o controle territorial e passaram a explorar diversas atividades ilícitas, movimentando recursos e recrutando mão de obra em regiões com baixa oferta de empregos formais.
O presidente do FBSP, Renato Sérgio de Lima, chegou a afirmar, em entrevistas sobre a pesquisa, que “boa parte do dinheiro que circula na região hoje é do crime” e que o crime organizado se tornou um dos principais empregadores na Amazônia.
Debate sobre segurança e desenvolvimento
No vídeo, Aldo Rebelo também defende uma maior presença do Estado na Amazônia e afirma que o fortalecimento das atividades econômicas legais seria uma forma de reduzir o espaço ocupado pelas organizações criminosas.
Especialistas em segurança pública, por sua vez, apontam que o fortalecimento do crime organizado na região está relacionado a fatores como a extensa faixa de fronteira, dificuldades de fiscalização, baixa presença estatal e vulnerabilidade socioeconômica de diversos municípios amazônicos.
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