Onça-pintada que devorou caseiro pode morrer a qualquer momento: ‘Estado grave de saúde’
Animal de 9 anos foi capturado três dias após ataque fatal e está sob cuidados no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres.

(Foto: Divulgação)
A onça-pintada capturada após atacar e matar o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, conhecido como “Jorginho”, no Mato Grosso do Sul, apresenta estado de saúde debilitado. De acordo com boletim veterinário divulgado nesta sexta-feira (25), o felino está desidratado, com baixo peso e sofre de problemas renais e hepáticos. O animal foi levado para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), onde permanece em observação.
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A captura do animal ocorreu na noite de quarta-feira (23), por agentes da Polícia Militar Ambiental (PMA). O felino foi sedado e resgatado após três dias de intensas buscas, com o apoio de armadilhas e monitoramento da região. Segundo a PMA, o procedimento de captura foi feito com segurança, e o animal não apresentou resistência durante a operação.
O médico veterinário responsável pelo atendimento inicial, Dr. Marcelo Caetano, afirmou que o estado de saúde da onça reflete um quadro de longo período de estresse e desnutrição. “É um macho adulto de cerca de 9 anos e está com 94 quilos. O peso ideal para um animal dessa idade seria em torno de 120 quilos. Além disso, os exames iniciais apontaram sinais de insuficiência hepática e renal, o que pode estar relacionado à má alimentação e ao envelhecimento”, explicou o veterinário.
Apesar do estado crítico, a onça apresentou melhora nas primeiras horas após o atendimento. “Ela acordou da anestesia consciente e reagiu aos estímulos. Ainda não apresentou complicações adicionais, mas seguiremos com exames e acompanhamento intensivo nos próximos dias”, completou.
A situação causou grande comoção em toda a região. O caseiro Jorge Ávalo foi atacado enquanto realizava tarefas em uma propriedade rural. O corpo foi encontrado em uma área de mata, com sinais claros de ataque por felino de grande porte. A tragédia reacendeu o debate sobre o convívio entre comunidades rurais e a fauna silvestre.
Em nota, o Governo do Mato Grosso do Sul afirmou que a prioridade é garantir o bem-estar do animal e que todas as decisões futuras — incluindo eventual reintrodução à natureza ou permanência em cativeiro — serão tomadas com base em critérios técnicos e de segurança pública.
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