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ONG aciona Justiça para suspender plataforma de monitoramento de redes ligada a Erika Hilton

Sistema utiliza inteligência artificial para identificar publicações nas redes sociais, pagos com emenda parlamentar da deputada.

Por Jonas Souza

04/05/2026 às 17:12 - Atualizado em 18/06/2026 às 09:35

Resumo


A ONG Matria acionou a Justiça Federal do DF pedindo a suspensão da “Plataforma do Respeito”, ferramenta que usa inteligência artificial para monitorar redes sociais. O projeto é financiado por emenda da deputada Erika Hilton e voltado ao combate a conteúdos considerados ofensivos à população LGBTQIA+.

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Notícias do Brasil  – Uma ação protocolada pela Matria na Justiça Federal do Distrito Federal busca interromper o funcionamento da chamada “Plataforma do Respeito”, sistema que monitora redes sociais com o objetivo de identificar publicações consideradas discriminatórias contra pessoas LGBTQIA+.

Leia mais: PF articula nova prorrogação em investigação do Caso Master

A ferramenta foi lançada em 2025 a partir de uma parceria entre a Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, vinculada ao Ministério dos Direitos Humanos, e a Aliança Nacional LGBTI+.

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Como funciona a plataforma

O sistema utiliza inteligência artificial para rastrear conteúdos publicados nas redes sociais. Quando identifica mensagens classificadas como ofensivas ou violentas, a plataforma encaminha os registros ao Ministério Público, que pode avaliar a adoção de medidas legais contra os autores.

A iniciativa foi viabilizada, em parte, por uma emenda parlamentar de R$ 300 mil destinada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). O recurso tinha como objetivo o desenvolvimento de um mecanismo de monitoramento de desinformação e ataques contra a comunidade LGBTQIA+.

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Questionamentos na Justiça

Na ação, a ONG autora sustenta que, apesar da finalidade declarada, a ferramenta pode estar sendo utilizada de forma indevida. Segundo o argumento apresentado, haveria risco de que o monitoramento ultrapasse o combate a crimes e passe a atingir manifestações legítimas no debate público.

O documento também levanta preocupações sobre o uso de recursos públicos na estruturação do sistema e possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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