ONG ligada ao filme “Dark Horse” usou verba de emenda para pagar advogado de Mario Frias
O caso ganhou repercussão por envolver o instituto ligado à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Foto: Câmara dos Deputados
Resumo
O Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à empresária Karina Ferreira da Gama, utilizou recursos de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão indicada pelo deputado federal Mario Frias para pagamentos jurídicos e despesas de um projeto educacional em São Paulo. Parte dos materiais previstos não teria sido entregue, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira (1º).
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Notícias do Brasil – Uma reportagem divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo revelou que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina Ferreira da Gama, utilizou recursos de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão destinada pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) para pagamentos de serviços jurídicos e outras despesas ligadas a um projeto educacional em Pirassununga, interior de São Paulo.
O caso ganhou repercussão por envolver o instituto ligado à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A emenda parlamentar foi indicada por Mario Frias em 2024 para financiar o projeto “Jovem Empreendedor”, voltado ao letramento digital e empreendedorismo em escolas públicas. O convênio foi firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com vigência até janeiro de 2026.
Advogado de Frias recebeu pagamentos
Segundo a reportagem, uma empresa ligada ao advogado Fabio Lago Meirelles recebeu R$ 80 mil provenientes do convênio.
Desse total:
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- R$ 50 mil teriam sido destinados a serviços jurídicos;
- R$ 30 mil foram usados para atividades contábeis.
O advogado atua na defesa de Mario Frias em diferentes processos judiciais desde 2022.
Kits pedagógicos não teriam sido entregues
A principal despesa identificada envolve um pagamento de R$ 400 mil para a compra de 2.750 kits pedagógicos junto à Editora Dinâmica.
Responsáveis locais ouvidos pela reportagem afirmaram que os materiais não chegaram às escolas de Pirassununga e que o projeto não teria sido executado conforme previsto. Outro repasse de R$ 300 mil foi destinado à produção de aulas e à disponibilização de plataforma digital, mas não há informações públicas sobre a efetiva entrega dos serviços.
Caso é analisado em investigação no STF
O episódio está relacionado a uma investigação conduzida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. A apuração busca verificar se recursos de emendas parlamentares destinados ao instituto foram utilizados para financiar o filme “Dark Horse”. A produção cinematográfica é ligada à empresária Karina Ferreira da Gama e conta com Mario Frias como produtor-executivo e roteirista.
Ministério pediu esclarecimentos
Em nota, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação informou que o convênio seguiu os trâmites legais previstos na legislação.
A pasta também afirmou que o instituto foi notificado para apresentar documentos e prestar esclarecimentos adicionais sobre a execução do projeto e a prestação de contas. Até a publicação da reportagem original, Mario Frias e Karina Gama não haviam se manifestado oficialmente sobre o caso.
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