Operação bilionária de carbono na Amazônia envolve empresas da família de Daniel Vocaro
A operação envolveu ativos vinculados a terras públicas do governo federal e alcançou a cifra de mais de R$ 45,5 bilhões.
- Foto: divulgação
Resumo
Empresas ligadas à família do banqueiro Daniel Vorcaro são citadas em documentos que apontam um esquema bilionário envolvendo créditos de carbono na Amazônia, com ativos inflados e lastreados em terras públicas federais. A operação teria movimentado mais de R$ 45 bilhões, segundo apuração da Folha de S.Paulo.
Notícias do Brasil – Empresas associadas à família do banqueiro Daniel Vorcaro são apontadas como responsáveis pela estruturação de um megaprojeto de créditos de carbono na Amazônia que teria inflado, sem respaldo concreto, o valor de fundos administrados pela Reag. As informações constam em documentos obtidos e divulgados pelo jornal Folha de S.Paulo.
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De acordo com a apuração, a operação envolveu ativos vinculados a terras públicas do governo federal e alcançou a cifra de mais de R$ 45,5 bilhões.
Os documentos indicam que o projeto foi estruturado a partir de um contrato firmado em agosto de 2022 pela Alliance Participações. A empresa pertence a Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro Zettel, pai e irmã de Daniel Vorcaro.
A partir desse acordo, o grupo teria dado início à montagem de um modelo financeiro voltado à geração e comercialização de créditos de carbono em larga escala na região amazônica.
Envolvimento de fazendeiro e intermediário
O contrato que deu origem à operação envolveu o fazendeiro Marco Antônio de Melo, apontado como proprietário formal da área utilizada no projeto. Também aparece como parte do negócio o intermediário José Antônio Ramos Bittencourt, responsável por conectar os interesses entre os envolvidos.
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Segundo a reportagem, as terras utilizadas como base para os créditos estariam localizadas em áreas públicas federais, o que levanta questionamentos sobre a legalidade e a legitimidade dos ativos negociados.
Ativos inflados e falta de lastro real
Um dos principais pontos levantados nos documentos é a suspeita de que os valores atribuídos aos créditos de carbono teriam sido artificialmente inflados, sem respaldo ambiental ou jurídico compatível com os montantes apresentados.
Esses ativos teriam sido incorporados a fundos sob gestão da Reag, elevando significativamente o valor total administrado, apesar das fragilidades na comprovação do lastro real das operações.
Caso pode gerar repercussão no mercado financeiro e ambiental
O caso chama atenção tanto no mercado financeiro quanto no setor ambiental, especialmente em um momento de crescente interesse global por créditos de carbono e investimentos sustentáveis.
Especialistas apontam que operações desse porte, quando baseadas em terras públicas ou sem critérios técnicos rigorosos, podem comprometer a credibilidade do mercado de carbono brasileiro e gerar riscos jurídicos relevantes.
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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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