Operação mira esquema do PCC que teria lavado R$ 230 milhões em São Paulo
Ministério Público e Polícia Militar cumprem dezenas de mandados contra suspeitos de utilizar empresas de fachada para ocultar dinheiro do crime organizado.

(Foto: Divulgação)
Resumo
Uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Militar deflagrada nesta terça-feira (16) investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Segundo as autoridades, empresas de fachada teriam sido usadas para movimentar pelo menos R$ 230 milhões provenientes do tráfico de drogas.
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Notícias do Brasil – Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Militar foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16) para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro supostamente ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações apontam que integrantes da facção criminosa utilizaram empresas de fachada para movimentar pelo menos R$ 230 milhões oriundos de atividades ilícitas.
Batizada de Operação Torneira, a ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Araçatuba. O nome faz referência ao bairro onde traficantes investigados costumavam se reunir durante a atuação do esquema.
De acordo com o Ministério Público, os suspeitos atuavam principalmente na região de Jundiaí e utilizavam negócios considerados “fantasmas” para ocultar a origem dos recursos obtidos com o tráfico de drogas e outras atividades criminosas atribuídas ao PCC.
Mandados são cumpridos em diversas cidades paulistas
Ao todo, estão sendo cumpridos 43 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado de São Paulo. As diligências ocorrem nas cidades de São Paulo, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Valinhos, Cajamar, Aguaí, Orlândia, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Birigui, Penápolis e Araçatuba.
As equipes buscam documentos, equipamentos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que possam reforçar as provas reunidas ao longo da investigação.
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Segundo os investigadores, a estrutura criminosa teria sido criada para dar aparência de legalidade ao dinheiro movimentado pela organização. A suspeita é que empresas fossem utilizadas para realizar transações financeiras e ocultar a verdadeira origem dos recursos.
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As investigações continuam e novas medidas judiciais não estão descartadas. O objetivo das autoridades é identificar todos os envolvidos no esquema, rastrear o patrimônio acumulado pelos investigados e enfraquecer a estrutura financeira atribuída à facção criminosa.
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