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Operação Ouranós: PF desarticula esquema de criptomoedas que captou R$ 1 bilhão

A ação teve como objetivo cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 11 medidas cautelares diversas de prisão contra 12 pessoas e mais de 50 empresas.

30/11/2023 às 16:04

Foto: Divulgação/PF

Uma quadrilha que, por meio de uma pirâmide financeira com supostos investimentos em criptomoedas, captou ilegalmente mais de R$ 1 bilhão de aproximadamente 7 mil investidores em 17 Estados do Brasil e até no exterior, começou a ser desmantelada nessa terça-feira, 28, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Ouranós.

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A ação teve como objetivo cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 11 medidas cautelares diversas de prisão contra 12 pessoas e mais de 50 empresas. A Justiça determinou o bloqueio e confisco de bens avaliados em cerca de R$ 400 milhões: 473 propriedades, 1 aeronave, 10 embarcações, 40 veículos de luxo, mais de 110 contas bancárias e 3 fundos de investimento.

A operação aconteceu nos Estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Estão sendo investigados os crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, além de diversos crimes contra o sistema financeiro nacional, como a prática ilegal de assessoria de investimento, operação de instituição financeira sem autorização e oferta irregular de valor mobiliário.

Segundo a investigação da Polícia Federal, que começou em 2020, a quadrilha começou a atuar em Balneário Camboriú e depois se estendeu para Curitiba e, por fim, São Paulo. A partir de instituições financeiras e agentes do mercado de capitais sem autorização nem registro no Banco Central e na Comissão de Valores Mobiliários, a quadrilha fazia uma oferta pública de contratos de investimento coletivos, para aplicação em suposta arbitragem de criptomoedas, com remunerações fixas e variáveis, sem qualquer controle, registro ou autorização dos órgãos competentes.

O dinheiro obtido circulava por várias contas de diferentes empresas, com o intuito de dificultar a fiscalização pelas entidades competentes e esvaziar o patrimônio da instituição financeira original clandestina. Conforme a PF, o rastreamento dos recursos ilícitos revelou que os envolvidos praticavam uma espécie de “centrifugação de dinheiro”, um sistema que utiliza múltiplos níveis em contas intermediárias, com divisão de transferências bancárias.

Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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