Oposição pede ao STF tornozeleira e retenção de passaporte para Lulinha em investigação do INSS
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- Foto: reprodução
Resumo
Parlamentares da oposição protocolaram no STF um pedido para que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, passe a usar tornozeleira eletrônica e tenha o passaporte retido. A solicitação foi enviada ao ministro André Mendonça e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, no contexto das investigações sobre fraudes no INSS.
Notícias do Brasil – A bancada de oposição protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que sejam impostas medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A solicitação inclui a colocação de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, com o objetivo de impedir que ele deixe o Brasil enquanto avançam as investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
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Pedido reúne parlamentares do Novo e líderes da oposição
A iniciativa partiu da bancada do Partido Novo e contou com a assinatura de diversos parlamentares da oposição. Entre eles estão o deputado Marcel van Hattem, o deputado Luiz Lima, o senador Eduardo Girão e a deputada Adriana Ventura.
O documento também foi assinado pelo deputado Alfredo Gaspar, relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, e pelo senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, que afirmou representar o conjunto dos parlamentares oposicionistas envolvidos nas apurações.
Argumentos apresentados ao Supremo
Segundo os parlamentares, há risco de que Lulinha deixe o país e não permaneça à disposição da Justiça. Eles alegam que o investigado reside na Espanha e que, mesmo estando atualmente no Brasil, poderia retornar ao exterior nos próximos dias.
A oposição sustenta que as medidas cautelares são necessárias para garantir o andamento das investigações e evitar eventual evasão do país, prática que, segundo os autores do pedido, já motivou decisões semelhantes em relação a outros investigados no mesmo inquérito.
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Comparação com outros investigados do caso INSS
No pedido, os parlamentares também citam o caso de Roberta Luxinger, que teria sido mencionada em interceptações da Polícia Federal e que já cumpre medida cautelar com uso de tornozeleira eletrônica. Para a oposição, não haveria justificativa para tratamento diferente em relação a Lulinha, caso os indícios apontados pelas investigações sejam confirmados.
Relatórios da Polícia Federal mencionam suspeitas de repasses mensais de valores elevados, supostamente ligados ao esquema de descontos associativos irregulares no INSS.
CPMI do INSS e expectativa de responsabilização
A CPMI do INSS, segundo os parlamentares, tem avançado na apuração de um esquema que teria causado prejuízos a aposentados e pensionistas. Os oposicionistas afirmam que o colegiado não pretende encerrar os trabalhos sem responsabilizações e defendem que todos os envolvidos sejam punidos, independentemente de posição política ou vínculo familiar.
O pedido agora aguarda análise do STF e manifestação da Procuradoria-Geral da República, que poderão decidir sobre a adoção ou não das medidas cautelares solicitadas.
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A bancada de oposição protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que sejam impostas medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A solicitação inclui a colocação de tornozeleira eletrônica e a retenção do passaporte, com o objetivo de impedir que ele deixe o Brasil enquanto avançam as investigações relacionadas a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF, e também ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Pedido reúne parlamentares do Novo e líderes da oposição
A iniciativa partiu da bancada do Partido Novo e contou com a assinatura de diversos parlamentares da oposição. Entre eles estão o deputado Marcel van Hattem, o deputado Luiz Lima, o senador Eduardo Girão e a deputada Adriana Ventura.
O documento também foi assinado pelo deputado Alfredo Gaspar, relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, e pelo senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, que afirmou representar o conjunto dos parlamentares oposicionistas envolvidos nas apurações.
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Argumentos apresentados ao Supremo
Segundo os parlamentares, há risco de que Lulinha deixe o país e não permaneça à disposição da Justiça. Eles alegam que o investigado reside na Espanha e que, mesmo estando atualmente no Brasil, poderia retornar ao exterior nos próximos dias.
A oposição sustenta que as medidas cautelares são necessárias para garantir o andamento das investigações e evitar eventual evasão do país, prática que, segundo os autores do pedido, já motivou decisões semelhantes em relação a outros investigados no mesmo inquérito.
Comparação com outros investigados do caso INSS
No pedido, os parlamentares também citam o caso de Roberta Luxinger, que teria sido mencionada em interceptações da Polícia Federal e que já cumpre medida cautelar com uso de tornozeleira eletrônica. Para a oposição, não haveria justificativa para tratamento diferente em relação a Lulinha, caso os indícios apontados pelas investigações sejam confirmados.
Relatórios da Polícia Federal mencionam suspeitas de repasses mensais de valores elevados, supostamente ligados ao esquema de descontos associativos irregulares no INSS.
CPMI do INSS e expectativa de responsabilização
A CPMI do INSS, segundo os parlamentares, tem avançado na apuração de um esquema que teria causado prejuízos a aposentados e pensionistas. Os oposicionistas afirmam que o colegiado não pretende encerrar os trabalhos sem responsabilizações e defendem que todos os envolvidos sejam punidos, independentemente de posição política ou vínculo familiar.
O pedido agora aguarda análise do STF e manifestação da Procuradoria-Geral da República, que poderão decidir sobre a adoção ou não das medidas cautelares solicitadas.
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