Orçamento das universidades federais sob Lula é inferior ao de gestões Temer e Bolsonaro
Em 2016, as universidades federais liquidaram R$ 6,7 bilhões em verbas discricionárias (em valores ajustados).
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Notícias do Brasil – Apesar dos anúncios de recomposição orçamentária, as verbas discricionárias destinadas ao funcionamento das universidades federais continuam abaixo dos patamares registrados entre 2016 e 2019, período que inclui o final da gestão Dilma Rousseff (PT), o governo Michel Temer (MDB) e o primeiro ano de Jair Bolsonaro (PL), antes da pandemia de Covid-19.
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As verbas discricionárias são fundamentais para o custeio das instituições, englobando despesas com contas de água, energia, internet, serviços de vigilância, limpeza, manutenção predial e aquisição de materiais. Também incluem benefícios concedidos aos servidores, como auxílio-alimentação e transporte.
Levantamento realizado pelo centro de estudos SoU_Ciência aponta que, ao excluir os gastos com assistência aos trabalhadores, os recursos efetivamente destinados ao funcionamento das universidades apresentaram queda em 2024, em comparação com 2023, e seguem abaixo dos valores corrigidos pela inflação registrados antes da pandemia.
Em 2016, as universidades federais liquidaram R$ 6,7 bilhões em verbas discricionárias (em valores ajustados). Em 2019, esse montante foi de R$ 5,5 bilhões. Durante o período da pandemia, houve queda significativa, com R$ 4,7 bilhões em 2020 e R$ 3,5 bilhões em 2021. Em 2022, já sob o governo Bolsonaro, ocorreu uma leve recuperação, com R$ 4 bilhões liquidados. No primeiro ano do terceiro mandato de Lula, o valor subiu para R$ 5,2 bilhões, mas voltou a cair em 2024, alcançando R$ 5 bilhões.
Para Weber Tavares, pesquisador do SoU_Ciência e ex-coordenador de planejamento e orçamento da rede federal no Ministério da Educação (MEC), os aumentos promovidos pelo atual governo são relevantes, mas ainda insuficientes para garantir o pleno funcionamento das instituições federais de ensino superior.
A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) também destacou, em nota, que as dificuldades financeiras enfrentadas pelas universidades permanecem como um desafio persistente.
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