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‘Os intocáveis’: PGR arquiva pedido de investigação contra Gilmar Mendes por homofobia em declaração sobre Zema

Órgão conclui que não há elementos para apuração de crime e destaca retratação pública do ministro do STF após declaração considerada inadequada.

Por Natan AMPOST

28/04/2026 às 10:57 - Atualizado em 29/04/2026 às 12:51

Resumo 


A Procuradoria-Geral da República arquivou pedido de investigação contra o ministro Gilmar Mendes por suposta homofobia após declarações envolvendo Romeu Zema. Órgão apontou ausência de crime e destacou retratação pública do ministro.

Notícias do Brasil – A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar o pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, por suposta homofobia em declarações envolvendo o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (27), após análise da representação apresentada por um advogado.

O caso teve origem em uma entrevista concedida pelo ministro ao portal “Metrópoles”, na qual ele comentou a inclusão de Zema no inquérito das fake news e fez uma analogia que gerou repercussão.

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“Imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo?”

A fala foi interpretada por críticos como inadequada e motivou o pedido de apuração.


Declaração gerou reação e pedido formal

A representação foi protocolada pelo advogado e professor Enio Viterbo, que atua nas redes sociais cobrando maior transparência do Judiciário e criticando ministros da Corte.

Segundo o documento enviado à PGR, a declaração poderia configurar discurso discriminatório. O pedido solicitava a abertura de investigação para apurar eventual prática de homofobia por parte do ministro.

A fala ocorreu em meio à troca de críticas entre Gilmar Mendes e Romeu Zema, após a divulgação de um vídeo político intitulado “Os intocáveis”.


Retratação foi considerada decisiva

Ao analisar o caso, a PGR levou em consideração o fato de que o próprio ministro reconheceu publicamente que a declaração foi inadequada e apresentou retratação espontânea.

Esse ponto foi considerado essencial para o arquivamento do pedido.

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“A representação narra declarações proferidas por Ministro do Supremo Tribunal Federal em entrevista, nas quais foi feita referência à homossexualidade como elemento retórico, posteriormente reconhecida pelo próprio autor como inadequada, havendo retratação espontânea e pública”, destacou o parecer.


Ausência de crime e de interesse institucional

O documento que determinou o arquivamento foi assinado pelo procurador da República Ubiratan Cazetta, chefe de gabinete do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Leia mais: Gilmar Mendes recua após relacionar homossexualidade a acusação contra Zema; X cita decisão do STF  contra homofobia: “não cabe retratação”

Na avaliação do órgão, não há elementos suficientes que justifiquem a abertura de investigação criminal ou atuação institucional do Ministério Público.

“Não se identificando na presente representação elementos mínimos que indiquem violação relevante e atual a direitos transindividuais, ilícito penal, bem como a necessidade de atuação institucional, arquive-se”, afirma trecho da decisão.

O procurador reforçou que não foram identificados indícios de crime ou violação relevante que justificassem prosseguimento do caso.


Contexto político e repercussão

A declaração de Gilmar Mendes ocorreu em um momento de tensão com Romeu Zema, após críticas públicas do ex-governador ao Judiciário. O episódio ganhou visibilidade nas redes sociais e gerou debates sobre os limites da linguagem utilizada por autoridades públicas.

Mesmo com a repercussão, a PGR entendeu que a fala, apesar de inadequada, não configura infração penal.


Caso é encerrado sem investigação

Com a decisão, o caso é oficialmente arquivado e não haverá abertura de investigação contra o ministro do STF. A PGR também determinou que o autor da representação seja formalmente comunicado.

O arquivamento reforça o entendimento do órgão de que, sem indícios mínimos de crime, não cabe atuação do Ministério Público, especialmente quando há retratação pública do autor da declaração.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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